Cerca de 30 integrantes do Grupo Bom Viver participaram de uma visita ao Memorial de Sergipe, em Aracaju. A atividade reuniu história, convivência e uma oficina sobre os Bonecos Parafuso de Lagarto.
Cerca de 30 integrantes do Grupo Bom Viver, vinculado ao Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Madre Tereza de Calcutá, participaram, nesta sexta-feira, 21, de uma visita ao Memorial de Sergipe Prof. Jouberto Uchôa, no bairro Coroa do Meio, Zona Sul de Aracaju.
A atividade foi promovida pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), com acompanhamento da equipe técnica da unidade. Durante a visita guiada, os participantes conheceram parte do acervo de mais de 30 mil peças dedicado à preservação e à história de Sergipe.
Documentos, fósseis, fotografias históricas e coleções particulares de artistas e personalidades integraram o percurso, permitindo aos idosos contato direto com diferentes períodos e manifestações da história e da cultura sergipana. O Memorial de Sergipe é uma realização do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) e reúne um amplo acervo voltado à preservação da memória histórico-cultural do estado.
Além da visita, o grupo participou de uma oficina prática de artes, na qual confeccionou, coletivamente, Bonecos Parafuso, manifestação tradicional do município de Lagarto, no interior de Sergipe. Os personagens são conhecidos pelas vestimentas brancas sobrepostas, que criam volume e movimento durante a dança marcada por giros e movimentos expressivos.
Aos 83 anos, Maria Anunciada da Conceição, que já conhecia o espaço, aproveitou a oportunidade para apresentar alguns de seus cantos preferidos às amigas. Para ela, a atividade contribui para manter a mente ativa e fortalecer a convivência. “Está sendo uma tarde maravilhosa e especial porque posso me encontrar com minhas amigas aqui no Memorial. Ainda melhor com a oficina de artes. Para nós que somos da terceira idade, é bom para ficarmos mais espertas”, comentou.
Para Crezilda Ribeiro, de 70 anos, a experiência teve um significado especial por ser a primeira visita ao local. Curiosa com o que encontrou no Memorial, ela já planeja retornar para conhecer outros detalhes da história de Sergipe.
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