Marçal na Metropolitana: apoio a Flávio no 2º turno e ameaça de judicializar a Band

Rafael Ramos
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Reprodução/Metropolitana FM Aracaju

Em entrevista ao vivo ao radialista Luiz Carlos Focca, na Metropolitana FM 90,5 de Aracaju, nesta quinta-feira (20), o candidato à Presidência Pablo Marçal (PRTB) fez uma sequência de declarações que repercutem nacionalmente — da promessa de judicializar a Band ao aceno explícito a Flávio Bolsonaro.

O momento mais comentado veio quando o radialista perguntou sobre um eventual segundo turno. Marçal não titubeou: “Caso o Flávio vá, que é o que tudo indica, pode contar com o meu apoio. Eu não estou aqui querendo ser presidente, eu quero tirar o PT”, afirmou, referindo-se ao senador Flávio Bolsonaro.

O candidato também reagiu ao parecer do Ministério Público Eleitoral, divulgado na véspera, que pediu ao TSE a rejeição do seu registro de candidatura. “É uma briga de um ex-dirigente do partido, que acionou o Ministério Público Eleitoral. A gente vai recorrer”, minimizou. O TSE tem até o dia 13 de setembro para deferir ou indeferir o registro, e o partido pode indicar um substituto até o dia 14.

Sobre o debate da Band, no domingo, Marçal garantiu presença — pelo bem ou pelo mal: “Se de alguma forma não conseguir ir por vias normais, vai ter que ir por vias judiciais. Eu estou confirmado”. Questionado diretamente se judicializaria a emissora, respondeu: “Claro”.

O candidato negou ser “laranja” de Flávio Bolsonaro: “Se fosse, ele que iria correr por mim e resolver meus problemas. Eu estou resolvendo meus problemas sozinho. Todos foram pegos de surpresa”. Sobre a comparação com o Padre Kelmon, devolveu com números: “Ele terminou com 1%, eu terminei com 28%”. E alfinetou o rival Renan Santos, que segundo ele estaria “crescendo igual rabo de cavalo” — para baixo.

Marçal ainda comentou a investigação da Polícia Federal envolvendo o filho de Lula conhecido como Lulinha — “acho que vai ser cadeia essa semana, no máximo até terça; acho isso maravilhoso” — e listou o que chamou de três formas de Lula deixar o poder.

Na economia, citou o endividamento recorde de 82% das famílias brasileiras, falou em “50 milhões de desempregados” fora das estatísticas, defendeu dar ao beneficiário do Bolsa Família a opção de trocar o benefício por um imóvel e criticou a liberação das bets no país, lembrando a saída da Lupo para o Paraguai.

Em clima descontraído, o presidenciável prometeu visitar Aracaju — admitindo que nunca comeu o caranguejo local — e encerrou elogiando o entrevistador: prometeu ao Focca um “selo de excelência de jornalismo”.

Assista à entrevista completa:

Vídeo: Metropolitana FM Aracaju/Sistema Atalaia (YouTube).

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.