Itamaraty repudia revogação de visto de embaixadora brasileira nos EUA

Claudio Vasconcelos
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O governo brasileiro classificou como falsas as justificativas dos Estados Unidos para cancelar o visto de Maria Luiza Ribeiro Viotti. A Casa Branca citou entraves diplomáticos entre os dois países.

O governo brasileiro reagiu à decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em uma nota divulgada nesta terça-feira (4), o Brasil repudiou a medida e afirmou que as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano são falsas.

Ao cancelar o visto da embaixadora, a Casa Branca alegou que o Planalto não concedeu aprovação diplomática formal ao embaixador indicado pelo governo de Donald Trump e que negou vistos a diplomatas norte-americanos.

Em resposta, o Itamaraty destacou que a concessão de agrément é um processo confidencial e que o nome do indicado deveria ser divulgado apenas após a anuência formal. Além disso, o governo brasileiro apontou que os EUA anunciaram publicamente o nome de seu candidato antes de formalizar o pedido de agrément.

No comunicado, o governo brasileiro reiterou que segue estritamente o direito internacional e que não existe uma regra na Convenção de Viena que estipule um prazo para a aprovação diplomática. O pedido dos EUA, segundo o Itamaraty, ainda está sob análise.

Sobre os dois funcionários do governo norte-americano que tiveram seus vistos negados, o Itamaraty informou que eles pretendiam viajar ao Brasil para questionar a integridade do sistema eleitoral do país, o que foi classificado como uma “tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional”.

O Ministério das Relações Exteriores também lembrou que continuam em vigor sanções individuais sobre autoridades brasileiras, que incluem a revogação de vistos para os Estados Unidos. Para o Brasil, essas medidas foram tomadas com base em alegações infundadas de perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o governo brasileiro, a decisão da Casa Branca não é um fato isolado, mas sim parte de uma “escalada deliberada de medidas hostis” motivadas por razões ideológicas que contrariam a parceria bilateral, que sempre se baseou no respeito mútuo.

Por fim, o texto concluiu afirmando que o Brasil se opõe à lógica de confrontação e reafirma a importância do diálogo e da negociação em todas as suas relações internacionais.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.