A moeda americana avançou 0,62% nesta segunda-feira, enquanto o Ibovespa fechou em alta. Sinais de redução das tensões no Oriente Médio pressionaram o preço do petróleo.
O mercado financeiro encerrou a segunda-feira (27) em direções opostas. O dólar subiu e alcançou o maior nível em duas semanas, influenciado pela forte queda do petróleo e pelo cenário externo. Por outro lado, a bolsa avançou, impulsionada por ações de bancos e de mineradoras.
No mercado internacional, o petróleo despencou mais de 6% após indícios de uma trégua entre Estados Unidos e Irã, que diminuíram os temores sobre interrupções na oferta global da commodity.
O dólar à vista fechou esta segunda-feira com cotação de R$ 5,113, apresentando uma alta de 0,62%. Este valor é o maior desde o dia 13 de julho. Apesar da valorização diária, a moeda americana ainda acumula uma queda de 0,98% em julho e de 6,86% em 2026.
A desvalorização do real ocorreu em contraste com outros ativos domésticos. A principal pressão sobre a moeda brasileira surgiu da queda do petróleo, que impacta a atratividade do real, uma vez que o Brasil é um dos exportadores líquidos do produto.
Além disso, o mercado se manteve atento à expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), agendada para quarta-feira. Também foram monitorados os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, assim como o cenário político interno.
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes, teve uma leve alta.
Enquanto o câmbio refletiu a perda de força das commodities, a bolsa brasileira encontrou suporte em um ambiente externo mais favorável ao risco.
O Ibovespa subiu 0,74%, encerrando o pregão aos 175.334 pontos, com um volume financeiro de R$ 19,2 bilhões. O avanço foi liderado por ações de bancos e mineradoras, que compensaram a forte queda dos papéis do setor de petróleo.
A melhora no ânimo dos investidores se deu após o anúncio de uma pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã, gerando expectativas de retomada das negociações diplomáticas.
O mercado também continuou atento à reunião do Federal Reserve, que pode sinalizar os próximos passos da política monetária norte-americana.
Os contratos internacionais de petróleo registraram uma forte correção após a alta observada na semana anterior. O Brent, referência para a Petrobras, caiu 6,33%, fechando a US$ 85,87 por barril. O WTI, do Texas, recuou 7,50%, para US$ 82,61.
A queda nos preços foi impulsionada pelo anúncio de uma pausa nos ataques dos Estados Unidos contra o Irã e pela expectativa de retomada das negociações diplomáticas entre os dois países.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que Washington continua mantendo diálogos com Teerã e sugeriu a possibilidade de um acordo, o que reduziu temporariamente o prêmio de risco nas cotações da commodity.
Apesar da queda significativa, o mercado continua vigilante em relação à situação no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz apresenta restrições operacionais, e as preocupações com a segurança das rotas marítimas para o transporte de petróleo mantêm a alta volatilidade do produto.
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