Invisível aos olhos, a gordura visceral envolve órgãos vitais e eleva o risco de doenças graves. Saiba como identificá-la e combatê-la com hábitos simples.
A gordura visceral é o tipo de gordura que se acumula na região do abdômen, envolvendo órgãos internos. Este tipo de gordura é considerado o mais perigoso para a saúde.
Um dos motivos para a preocupação com a gordura visceral é que ela se acumula ao redor de órgãos vitais, como fígado, pâncreas, intestino e coração. Ao contrário da gordura subcutânea, que é visível, a gordura visceral é “escondida” e pode interferir no funcionamento do corpo.
Esse acúmulo de gordura está associado a inflamações e a um aumento do risco de várias doenças, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão, alguns tipos de câncer e até problemas cognitivos. Curiosamente, até mesmo pessoas magras podem ter excesso de gordura visceral, o que pode depender de fatores genéticos e hábitos, como uma dieta rica em alimentos ultraprocessados, sedentarismo e consumo excessivo de álcool.
A medição da cintura pode ajudar a levantar suspeitas sobre a presença de gordura visceral, mas exames como bioimpedância e ressonância magnética são mais precisos. Medidas superiores a 101,5 cm para homens e 89 cm para mulheres, na altura do umbigo, já indicam um risco aumentado.
A gordura visceral também pode estar relacionada a desequilíbrios hormonais e inflamação sistêmica, dificultando o controle do colesterol e afetando a absorção de nutrientes. Isso aumenta o risco de condições metabólicas, como a síndrome metabólica e a gordura no fígado.
Para reduzir a gordura visceral, é importante adotar mudanças de rotina baseadas em evidências científicas. Não existe uma “fórmula mágica” para eliminá-la, mas estabelecer metas realistas de perda de peso já pode trazer benefícios significativos à saúde. A redução de apenas 5% do peso corporal pode resultar em uma diminuição de até 30% da gordura no fígado.
Uma alimentação focada em alimentos naturais é um caminho eficaz. É recomendado priorizar o consumo de carnes magras, ovos, verduras, legumes, frutas, grãos integrais e leguminosas, evitando ultraprocessados, excesso de açúcar e álcool.
Além disso, aumentar a ingestão de cereais integrais e proteínas pode auxiliar no controle do apetite e do peso. Estudos mostram que quem consome três porções de cereais integrais por dia apresenta menos gordura visceral, enquanto as proteínas ajudam a aumentar a saciedade.
A prática regular de atividade física, especialmente o treino intervalado de alta intensidade (HIIT), também é uma estratégia eficaz. Esse tipo de treino queima mais gordura abdominal em comparação a exercícios moderados e contínuos.
Embora o abacate seja calórico, ele pode ser incluído na dieta devido às suas gorduras saudáveis e compostos antioxidantes, que estão associados à redução da inflamação e ao combate da gordura visceral.
Por fim, dormir bem e controlar o estresse são fatores essenciais. Noites mal dormidas e estresse constante podem aumentar processos inflamatórios, dificultando a perda de peso. Tratamentos complementares, como o uso de laser, devem ser realizados sob orientação médica e sempre acompanhados de hábitos saudáveis para garantir resultados duradouros.
Reduzir a gordura visceral é fundamental para diminuir os riscos de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e diabetes. Mudanças na alimentação e na rotina de exercícios podem trazer resultados positivos, conforme comprovado pela ciência.
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