Setor de serviços quebra sequência negativa e avança 1,2% em abril

Robson Alves
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Após seis meses seguidos de queda, os serviços voltaram a crescer no país. O resultado acumula alta de 2,9% nos últimos 12 meses e se aproxima do maior patamar histórico da série.

O setor de serviços, que engloba atividades como transporte, turismo, restaurantes, salões de beleza, internet e tecnologia da informação (TI), cresceu 1,2% entre março e abril de 2026. Este resultado representa a primeira alta em seis meses.

No mês de março, o desempenho do setor havia recuado 1,1%. Ao olhar para o acumulado dos últimos 12 meses, o setor apresenta uma expansão de 2,9%. Além disso, comparando abril de 2026 com abril de 2025, houve um crescimento de 1,9%.

“O setor de serviços se mantém operando em patamar elevado, apenas 0,3% abaixo do topo da série, alcançado em outubro de 2025, mas sem uma trajetória muito bem definida, seja ascendente ou descendente,”

afirma o analista do IBGE, Rodrigo Lobo, que também detalha que o resultado de abril coloca o setor no mesmo nível do fechamento de 2025. A última alta registrada foi em outubro de 2025, com uma expansão de 0,3%, quando o setor alcançou o nível mais alto desde o início da série em janeiro de 2011.

Nos últimos seis meses, o comportamento do setor foi o seguinte:

Abril: +1,2%

Março: -1,1%

Fevereiro: 0%

Janeiro: 0%

Dezembro: -0,3%

Novembro: -0,1%

O crescimento registrado em abril é a maior variação positiva desde outubro de 2024, quando os serviços cresceram 1,3%. Para calcular o desempenho do setor, o IBGE coleta informações de 166 tipos de serviços, divididos em cinco grandes grupos de atividades. Todos esses grupos apresentaram resultados positivos na comparação entre março e abril, com destaque para transportes, armazenagem e correios.

Os dados foram os seguintes:

Serviços prestados às famílias: 1,4%

Informação e comunicação: 0,5%

Serviços profissionais e administrativos: 0,4%

Transportes, armazenagem e correio: 0,9%

Outros serviços: 2,2%

A categoria de transporte, armazenagem e correio é a que mais pesa, representando mais de um terço (36,4%) do setor de serviços brasileiro. A análise indica que o resultado do setor de transportes foi impulsionado principalmente pelo crescimento de 7% no segmento de transporte aéreo de passageiros, que se recuperou após dois meses de perdas acumuladas de 16,6% entre fevereiro e março de 2026. O gerente da pesquisa destacou que a redução nos preços das passagens aéreas foi um fator crucial para o desempenho positivo do setor em abril.

O volume de transporte de passageiros subiu 2,6% em abril, comparado ao mês anterior, enquanto o transporte de cargas teve uma retração de 0,9%.

Além disso, a Pesquisa Mensal de Serviços também trouxe dados sobre o índice de atividades turísticas (Iatur), que aumentou 4,1% em abril em comparação com março. No acumulado de 12 meses, o índice avançou 2,7% e as atividades de turismo estão 11,2% acima do patamar pré-pandemia, atingido em fevereiro de 2020.

O Iatur inclui 22 das 166 atividades de serviços investigadas, que estão relacionadas ao turismo, como hotéis, agências de viagens e transporte aéreo. Informações foram divulgadas abrangendo 17 unidades da federação, incluindo estados como Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, entre outros.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.