Senado libera isenção de ISS para Copa Feminina 2027 com 58 votos

Rafael Ramos
3 Min Leitura

Com placar de 58 a 1, Senado aprovou projeto que abre caminho para municípios isentarem empresas do ISS na Copa Feminina 2027. Texto segue para sanção presidencial.

O Plenário do Senado aprovou, na terça-feira (9), em regime de urgência, um projeto de lei complementar que permite a isenção do Imposto sobre Serviços (ISS) para as empresas envolvidas na organização e realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027.

Com 58 votos a favor e apenas um contra, o texto, relatado pelo senador Romário (PL-RJ), será enviado para sanção presidencial.

É importante ressaltar que a medida não garante automaticamente a isenção, mas cria uma base legal para que os municípios decidam se irão ou não adotar a desoneração através de suas legislações próprias.

O PLP 55/2026, que já havia sido aprovado pela Câmara, é uma iniciativa do Poder Executivo e busca facilitar a realização da Copa no Brasil, cumprindo compromissos assumidos pelo país com a FIFA.

Os incentivos fiscais são comuns em acordos internacionais desse tipo, visando garantir a estrutura necessária para a realização do evento esportivo.

Segundo a proposta, a duração da isenção do ISS deverá coincidir com o período dos incentivos fiscais oferecidos pela União para o evento.

A Copa do Mundo feminina será realizada em diversas cidades, incluindo Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Salvador, Fortaleza e Porto Alegre. Esta será a primeira vez que o torneio acontece na América do Sul.

Durante a leitura de seu relatório, Romário destacou que o projeto não resulta em renúncia de receita, pois a implementação da isenção depende da criação de leis municipais ou distritais.

O projeto também não obriga os municípios ou o Distrito Federal a conceder a isenção, preservando a autonomia de cada ente para decidir sobre o benefício e suas condições.

“O incremento do turismo nacional e internacional, o aumento da ocupação hoteleira, o aquecimento de bares, restaurantes e do comércio, a maior demanda por transporte e a geração de empregos temporários são desdobramentos naturais da realização do torneio, com reflexos que se prolongam para além de seu encerramento”, afirmou Romário.

A senadora Teresa Leitão (PT-PE) também se manifestou, ressaltando que o projeto respeita o pacto federativo e contribuirá para a valorização das atletas femininas.

“As meninas do futebol brilham nos estádios mundialmente, nos orgulham e isso certamente levou o Brasil a ter a candidatura de sediar [o evento] aceita. Esse foi um compromisso do presidente Lula que está sendo cumprido com a aprovação do projeto de lei”, declarou Teresa.

Compartilhe essa Notícia
Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.