Copa 2026: banco italiano aponta favoritas e alerta para impacto nos mercados

Rafael Ramos
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O UniCredit analisou a Copa do Mundo 2026 e revela como o torneio pode mexer com investimentos globais. Economistas alertam: futebol distrai — e os mercados sentem.

A cada quatro anos, o mundo se volta para a Copa do Mundo, reconhecendo sua natureza imprevisível. Contudo, essa imprevisibilidade não impede a elaboração de previsões, como destaca o banco italiano UniCredit em sua análise sobre o torneio de 2026.

Com a proximidade do evento, economistas e analistas financeiros têm se debruçado sobre as seleções favoritas e como isso pode impactar os mercados. A expectativa é alta, já que a Copa movimenta grandes quantias de dinheiro, afetando as economias dos países participantes.

“Como os investidores se distraem com as partidas de futebol, os mercados tendem a cair durante o torneio”, afirma o economista alemão Joachim Klement.

Além disso, Klement observa que vitórias de seleções podem animar os investidores, enquanto derrotas podem levar a uma aversão ao risco, impactando os preços das ações. Essa edição da Copa será a primeira a contar com 48 seleções e 104 jogos, e ocorrerá em três países-sede, em 16 cidades diferentes.

Embora fazer previsões seja desafiador, instituições financeiras como a XP e Natixis têm se dedicado a isso. A XP, por exemplo, utilizou um modelo quantitativo que simulou o torneio 10 mil vezes, apontando a França como favorita, com 9% de chances de vencer. A Espanha e a Argentina vêm em seguida com 6,4% e 6,1%, respectivamente. O Brasil, quarto na lista, tem 6% de chances, com 93% de probabilidade de chegar às oitavas de final.

A Natixis também coloca a França no topo, com 26% de chances, seguida pela Espanha com 25%. O Bank of America, por sua vez, coletou dados de uma pesquisa interna que revelou que 40% dos participantes acreditam que a França será a campeã.

Joachim Klement, apesar de prever a vitória da França, se destaca por sua abordagem cética em relação às previsões. Ele desenvolveu um modelo econométrico em 2014, que, surpreendentemente, teve 100% de acerto até hoje. Klement acredita que o Brasil não avançará além da fase de 32, perdendo para o Japão.

Por outro lado, o Goldman Sachs apresenta uma visão diferente, colocando a Espanha como a favorita, com 26% de chances de vencer, seguida pela França com 19%. Este modelo também é otimista para o Brasil, que aparece em quarto lugar, com 8% de chances de vitória.

O clima de expectativa é palpável, e enquanto os analistas buscam entender as dinâmicas econômicas que cercam a Copa, os torcedores aguardam ansiosos para ver como suas seleções se comportarão no maior espetáculo do futebol mundial.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.