EUA pressionam Brasil para barrar imposto sobre serviços digitais

Rafael Ramos
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O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, confirmou pressão sobre o Brasil contra tributos digitais. Declaração foi feita em audiência no Congresso dos EUA na última quinta-feira.

Na última quinta-feira, 4 de junho de 2026, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, destacou a pressão que o governo americano está exercendo sobre o Brasil e outros parceiros comerciais. O objetivo é desestimular a adoção de tributos sobre serviços digitais, conhecidos como Impostos sobre Serviços Digitais.

Bessent fez essas declarações durante uma audiência na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Ele mencionou especificamente o Brasil ao discutir a estratégia do governo americano para contestar iniciativas que, segundo sua perspectiva, prejudicam desproporcionalmente as empresas de tecnologia dos EUA.

“Estamos pressionando, seja na Europa, no Brasil, na Índia ou no Canadá, contra esses impostos sobre serviços digitais”, declarou Bessent.

O secretário enfatizou que a defesa dos interesses das empresas de tecnologia americanas é uma prioridade nas negociações comerciais com outros países. Segundo Bessent, os EUA possuem o maior ecossistema de tecnologia e inovação do mundo, e não podem permitir que outras nações tirem vantagem de suas companhias.

Essa posição dos Estados Unidos reflete uma preocupação crescente com a forma como diferentes países estão abordando a tributação de serviços digitais, especialmente em um contexto global onde a digitalização dos serviços tem crescido de maneira acelerada.

O debate sobre impostos sobre serviços digitais tem sido uma questão recorrente nas relações comerciais internacionais, e o Brasil se destaca como um dos países que está considerando a implementação dessas taxas. A postura firme dos EUA pode influenciar as decisões do governo brasileiro e de outras nações que estão avaliando a adoção de legislações semelhantes.

As implicações dessa questão são amplas, afetando não apenas as empresas de tecnologia, mas também a dinâmica econômica e comercial entre os países envolvidos. O cenário continua a evoluir, e as negociações podem levar a novos desdobramentos nas relações comerciais internacionais.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.