Na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, Sergipe viveu um marco importante em sua história econômica com o anúncio de R$ 72,5 bilhões em investimentos pela Petrobras, dentro do Novo PAC. O evento ocorreu na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), localizada em Laranjeiras, e contou com a presença do governador Fábio Mitidieri, do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, além de diversas autoridades locais e nacionais.
Esse pacote de investimentos simboliza a reestruturação da presença da Petrobras em Sergipe, abrindo um novo ciclo de desenvolvimento econômico. A expectativa é que esses investimentos gerem empregos, fortaleçam a indústria local e ampliem as oportunidades para a população sergipana. O ato também representa um reforço à soberania energética do Brasil, posicionando Sergipe como uma das principais regiões para exploração de recursos energéticos no país.
O governador Fábio Mitidieri destacou a importância do esforço coletivo que possibilitou a volta dos investimentos da Petrobras ao estado. Ele afirmou:
“Essa é uma luta de várias mãos. Essa não é uma luta apenas de um parlamentar ou de uma diretoria, mas essa é uma luta de um povo. É a luta do povo sergipano e que todos nós aqui representamos.”
Durante o encontro, também foram anunciados avanços significativos, como a retomada das operações da Fafen-SE e a assinatura de contratos para a construção das plataformas dos projetos Sergipe Águas Profundas (SEAP I e SEAP II). Além disso, foram discutidas ações para o descomissionamento das plataformas de águas rasas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a relevância desse momento, não apenas para Sergipe, mas para o Nordeste e para todo o Brasil. Ele enfatizou a magnitude dos investimentos e seu potencial transformador:
“Nunca antes na história do Brasil, Sergipe recebeu a quantidade de investimento que está recebendo até 2030. Olhem como está o estado agora e vamos conversar sobre a evolução de Sergipe daqui a cinco, seis ou dez anos, a partir desses investimentos que estão sendo feitos aqui.”
O projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP) se destaca neste pacote, sendo considerado um dos maiores ciclos de desenvolvimento econômico do estado. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), ele deve impactar o Produto Interno Bruto (PIB) sergipano em R$ 75,5 bilhões nos próximos 30 anos e criar cerca de 397 mil empregos, dos quais mais de 151 mil serão diretos.
Com um investimento estimado em até R$ 60 bilhões, o SEAP consolida Sergipe como um dos principais polos energéticos do Brasil. O projeto inclui a construção de duas plataformas de produção, capazes de gerar até 240 mil barris de petróleo por dia e processar 22 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou a importância estratégica do projeto, afirmando que ele fará de Sergipe o maior estado produtor de petróleo e gás do Nordeste. Ela também mencionou que a Petrobras planeja aumentar a capacidade da Fafen-SE nos próximos anos para favorecer a produção nacional de fertilizantes nitrogenados, visando a autossuficiência do Brasil neste setor.
Além da produção offshore, o projeto inclui uma infraestrutura logística abrangente, com um gasoduto de 134 quilômetros, sendo 111 quilômetros submarinos e 23 quilômetros terrestres, além de planos para perfuração e interligação de novos poços.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Valmor Barbosa, reforçou que esses investimentos representam uma nova fase para Sergipe, com a Fafen reativada e o projeto Sergipe Águas Profundas em andamento. Ele acredita que esse novo cenário proporcionará a instalação de novas indústrias e um crescimento econômico sustentável.
A produção de óleo está prevista para iniciar em 2030, com a exportação de gás projetada para 2031, o que deve dobrar a participação do Nordeste na oferta nacional de gás natural até 2035.
A reativação da Fafen-SE é outro aspecto significativo, após anos de paralisação. Sob a gestão da Petrobras, a fábrica reiniciou a produção de amônia em dezembro de 2025 e de ureia em janeiro de 2026, gerando atualmente 530 empregos diretos e cerca de 1.500 indiretos. Essa reativação representa esperança e novas oportunidades para muitos sergipanos.
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