O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma proposta de tarifas adicionais que podem variar entre 10% e 12,5% sobre as importações provenientes de 60 países, incluindo o Brasil. O objetivo dessa medida é combater o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado, que, segundo a entidade, tem sido uma prática injustificável e que limita o comércio norte-americano.
A decisão do USTR se baseia em investigações realizadas sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que permite a investigação e retaliação contra países que adotam práticas comerciais ou regulatórias consideradas injustas ou prejudiciais aos interesses dos Estados Unidos. O governo atual busca restabelecer tarifas de emergência que foram anuladas pela Suprema Corte em fevereiro.
Entre os países que terão tarifas de 10% aplicadas, estão Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, El Salvador, Guatemala, Malásia, Taiwan e Reino Unido. No caso do Brasil, o USTR propôs tarifas adicionais de 12,5%, junto com outros 44 países que também foram alvo de investigações.
“As tarifas visam garantir que práticas comerciais justas sejam respeitadas e que produtos fabricados sob condições de trabalho forçado não entrem no mercado americano”, afirmou um porta-voz do USTR.
O USTR também anunciou que aceitará comentários públicos sobre as tarifas propostas até o dia 6 de julho. Além disso, uma audiência pública está agendada para o dia 7 de julho, onde questões e preocupações sobre as tarifas poderão ser discutidas.
Essa iniciativa é parte de um esforço mais amplo dos EUA para garantir que as normas de trabalho e as condições de produção sejam respeitadas globalmente, refletindo uma preocupação crescente com a ética nas cadeias de suprimento. As tarifas planejadas podem ter um impacto significativo nas relações comerciais entre os Estados Unidos e os países afetados, especialmente em um momento em que as tensões comerciais continuam a ser uma questão importante na política internacional.
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