Colômbia vai às urnas neste domingo para escolher presidente até 2030

Claudio Vasconcelos
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Neste domingo, 31 de maio, a Colômbia, com uma população de 53 milhões, irá às urnas para eleger seu próximo presidente, que governará de 2026 a 2030. Com 14 candidatos na disputa, as pesquisas apontam três favoritos que têm grandes chances de avançar para o segundo turno, programado para 21 de junho.

Os principais concorrentes são: Ivan Cepeda, um filósofo de esquerda e defensor dos direitos humanos, que é aliado do atual presidente Gustavo Petro; Paloma Valencia, uma senadora da direita tradicional, próxima do ex-presidente Álvaro Uribe; e Abelardo de La Espriella, um advogado milionário e admirador de figuras como Javier Milei e Donald Trump, que se apresenta como um outsider na política.

O resultado da eleição pode levar a Colômbia a um alinhamento mais próximo dos Estados Unidos ou à continuidade das políticas do Pacto Histórico, que representa o governo de Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda do país, que não pode buscar a reeleição devido às leis locais.

O pesquisador Matheus Petrelli, do Observatório Político Sul-Americano, destaca que a Colômbia é um país estratégico na América do Sul, com acesso ao Pacífico e ao Caribe. Ele ressalta que a eleição do sucessor de Petro pode continuar a proximidade política com Lula, especialmente em questões ambientais e sociais. Por outro lado, uma vitória de Paloma ou Abelardo poderia significar uma volta ao estreitamento das relações com os EUA.

Ivan Cepeda, filho do senador de esquerda Manuel Cepeda Vargas, assassinado em 1994, lidera as pesquisas e é considerado um forte candidato ao segundo turno. Petrelli observa que, embora Cepeda herde a popularidade de Petro, ele também possui uma trajetória política distinta, tendo enfrentado Álvaro Uribe em sua carreira.

Durante o governo de Uribe, entre 2002 e 2008, houve uma série de assassinatos conhecidos como “falsos positivos”, onde civis, principalmente jovens de áreas pobres, foram mortos e apresentados como guerrilheiros. Uribe, em 2025, se tornou o primeiro ex-presidente da Colômbia a ser condenado por fraude processual nesse caso, embora tenha sido absolvido em segunda instância.

A senadora Paloma Valencia, representante do uribismo, se opõe aos acordos de paz de 2016 e defende uma abordagem mais rigorosa contra as guerrilhas. Ela sugere nomear Uribe para o Ministério da Defesa, o que reforça sua ligação com a tradição política da direita colombiana.

Abelardo de La Espriella, por sua vez, se posiciona como um candidato da extrema-direita, elogiando líderes como Bukele e Milei. Ele tem uma plataforma focada na repressão da criminalidade, e sua candidatura é vista como uma continuidade do perfil outsider que caracteriza muitos candidatos na política sul-americana.

Um dos temas centrais da campanha é a segurança, em um país que enfrenta mais de seis décadas de conflitos armados. A proposta de “paz total” do presidente Petro buscou equilibrar repressão e negociação com grupos armados, mas a violência persiste, como evidenciado pelos eventos em Catatumbo, onde milhares foram deslocados devido a confrontos recentes.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.