Brasil registra 85,9 mil novos empregos formais em abril, segundo Caged

Claudio Vasconcelos
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Em abril, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego, divulgou que foram gerados 85.888 postos de trabalho com carteira assinada. Esse número reflete a diferença entre as contratações e demissões no mês.

Entretanto, o saldo é 62,3% inferior ao registrado em março, quando o Brasil criou 227.974 empregos. Além disso, a criação de empregos caiu 63,9% em comparação ao mesmo mês do ano passado, em meio a um cenário de juros altos e desaceleração econômica. Em abril de 2025, foram criados 238.216 postos de trabalho, levando em conta os ajustes que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.

Ao analisar os dados desde 2020, abril de 2026 apresenta o segundo resultado mais baixo, superando apenas o mesmo mês de 2020, quando o país enfrentou o fechamento de 981.342 postos de trabalho devido à pandemia de covid-19. A nova metodologia adotada impede comparações com anos anteriores a 2020.

No acumulado de janeiro a abril de 2026, o Caged registrou uma queda de 23,4% no total de vagas formais, com 699.762 postos criados, em contraste com 913.827 no mesmo período de 2025. Os dados incluem ajustes feitos pelo Ministério do Trabalho, que corrige informações de meses anteriores com base em declarações entregues fora do prazo pelos empregadores.

Ao segmentar os dados por setores, observa-se que três dos cinco setores analisados apresentaram crescimento no número de empregos formais em abril. O setor de serviços liderou com a criação de 69.601 postos, seguido pela construção civil, que adicionou 23.525 empregos, e a indústria, com 9.256 novas vagas. Por outro lado, a agropecuária e o comércio enfrentaram demissões, com -8.378 e -8.114 postos, respectivamente.

Tradicionalmente, abril é um mês fraco para o comércio, e as demissões no setor agropecuário estão relacionadas ao fim da safra de soja e à desmobilização dos cultivos de maçã e laranja.

Entre os destaques na criação de empregos, o setor de serviços teve um impulso significativo da área de saúde humana e serviços sociais, que gerou 18.150 novos postos. O segmento de transporte, armazenagem e correio também se destacou, com a abertura de 12.235 vagas. Na construção civil, o setor de serviços especializados para construção foi o que mais contribuiu, com 8.745 novas vagas.

Na indústria, a fabricação de álcool se destacou como o maior gerador de empregos, com 4.522 novas vagas, seguida pela categoria de abate e fabricação de produtos de carne (+2.333) e fabricação de automóveis, caminhonetes e utilitários (+1.849).

Em relação às regiões do Brasil, todas as cinco registraram criação de vagas formais em abril. O Sudeste foi a região que mais contribuiu, com 44.545 postos, seguido pelo Nordeste (18.714), Centro-Oeste (10.890), Norte (6.651) e Sul (4.449).

Na divisão por estados, 24 unidades da Federação apresentaram saldo positivo, enquanto três demitiram mais do que contrataram. São Paulo se destacou com a criação de 20.202 empregos, seguido por Rio de Janeiro (11.741) e Minas Gerais (8.991). Os estados que tiveram perdas foram Alagoas (-1.505), Rio Grande do Sul (-1.396) e Rio Grande do Norte (-1.396).

Com o aumento no número de empregos formais, o total de trabalhadores com carteira assinada encerrou abril com 47.810.425, representando um crescimento de 0,18% em relação a março e uma alta de 2,26% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.