BRASIL — Nesta segunda-feira (25/05), em Xangai, a Huawei afirmou que espera projetar chips de ponta até 2031 com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro, mesmo diante das sanções dos Estados Unidos.
- Huawei apresentou a chamada “Lei de Escalonamento Tau” como novo princípio para aprimorar chips.
- Sanções dos EUA dificultam o acesso da China a equipamentos necessários para fabricar chips avançados.
- A empresa não apresentou dados independentes de desempenho sobre a proposta.
- Em 2025 a Huawei registrou receita de US$ 127,5 bilhões, alta de 2,2%, e lucro líquido de US$ 9,8 bilhões.
Lei de Escalonamento Tau
A Huawei descreveu a chamada “Lei de Escalonamento Tau” (Tau Scaling Law) como um novo princípio para avançar o desempenho de chips num momento em que a indústria não pode depender apenas da redução do tamanho dos transistores. A empresa não apresentou validação independente dos ganhos que espera atingir com a proposta.
Para detalhes da divulgação original, a reportagem do portal que cobriu o anúncio está disponível aqui: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/05/24/huawei-propoe-novo-caminho-para-desenvolver-chips-em-meio-a-sancoes-dos-eua.ghtml
Sanções e limitações técnicas
As sanções dos Estados Unidos, em vigor desde 2019, tornam mais difícil para a China obter equipamentos necessários à fabricação de semicondutores avançados. Em 2019 o governo americano apontou risco de que a Huawei atuasse em espionagem virtual em favor do governo chinês; no mesmo ano, o Google suspendeu seus principais acordos com a companhia.
Desde então a Huawei desenvolveu tecnologias próprias para contornar restrições, como um sistema operacional para seus celulares, conforme informou a reportagem original.
Desempenho financeiro recente
A Huawei, sediada em Shenzhen, alcançou receita de US$ 127,5 bilhões em 2025, avanço de 2,2% impulsionado por infraestrutura de rede e dispositivos de consumo. O resultado representa desaceleração frente ao crescimento de 22,4% de 2024 e fica abaixo do recorde de US$ 128,9 bilhões registrado em 2020.
O lucro líquido cresceu 8,6%, chegando a US$ 9,8 bilhões, segundo a divulgação de resultados citada pelo portal.
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Crédito da imagem: Reprodução / g1
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