China lança missão Shenzhou-23 para testar estadia de um ano

William Kevim
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BRASIL — A China lançou a missão Shenzhou-23 neste domingo (24); o foguete Longa Marcha 2F decolou às 23h08 do centro de Jiuquan e levará três tripulantes à estação espacial Tiangong, onde um ficará por um ano.

  • Lançamento ocorreu no Centro de Lançamento de Jiuquan, no deserto de Gobi.
  • Tripulação: Zhu Yangzhu (comandante), Zhang Zhiyuan e Li Jiaying, o primeiro astronauta de Hong Kong.
  • Objetivo: estudar efeitos da microgravidade em missão de estadia prolongada e realizar experimentos em várias áreas científicas.
  • Próximos testes incluem o voo orbital de avaliação da nova espaçonave Mengzhou.

Tripulação e missão

O foguete Longa Marcha 2F lançou a espaçonave Shenzhou com três tripulantes rumo à estação Tiangong. Um dos astronautas passará um ano na estação, marca inédita para missões chinesas, que até então trocavam tripulações a cada seis meses.

Entre os três está Li Jiaying, de 43 anos, o primeiro astronauta de Hong Kong. Os outros membros são o comandante Zhu Yangzhu, engenheiro aeroespacial de 39 anos, e Zhang Zhiyuan, ex-piloto da força aérea, também de 39 anos.

Pesquisas e desafios médicos

A estadia prolongada servirá para estudos sobre os efeitos da microgravidade em seres humanos e testes em ciências da vida, materiais, física de fluidos e medicina. As pesquisas ajudarão a preparar futuros voos tripulados à Lua e possivelmente a Marte.

“perda de densidade óssea, atrofia muscular, exposição a radiações, distúrbios do sono e fadiga comportamental e psicológica.” — Richard de Grijs, astrofísico e professor da Escola de Ciências Matemáticas e Físicas da Universidade Macquarie

“A China tornou-se muito competente nessas áreas, mas a duração é importante. Um ano em órbita coloca o equipamento e a tripulação em um regime operacional diferente das missões Shenzhou, mais curtas.” — Richard de Grijs, astrofísico e professor da Escola de Ciências Matemáticas e Físicas da Universidade Macquarie

Rumo à Lua

A missão faz parte de uma estratégia mais ampla: a China testa equipamentos e procedimentos necessários para enviar humanos à Lua. Está previsto ainda para este ano um voo de teste orbital da espaçonave Mengzhou, que deve suceder a Shenzhou em missões lunares.

Para acompanhar a evolução técnica do programa espacial chinês, veja reportagens especializadas como as do Tecnoblog.

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Crédito da imagem: Reprodução / G1

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.