Apple concorda em pagar US$ 250 milhões para encerrar ação coletiva sobre propaganda de recursos de IA

William Kevim
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Apple fecha acordo de US$ 250 milhões em processo coletivo por divulgações sobre IA

A Apple aceitou um acordo coletivo de US$ 250 milhões (R$ 1,2 bilhão) para encerrar uma ação judicial que acusa a empresa de induzir consumidores ao erro sobre novos recursos de inteligência artificial no iPhone. O acordo foi apresentado na terça-feira (5/5) ao tribunal federal da Califórnia, segundo documentos do processo.

Sem reconhecer qualquer irregularidade, a empresa concordou em pagar entre US$ 25 e US$ 95 (valores equivalentes a R$ 120 e R$ 460) a consumidores nos Estados Unidos que adquiriram um iPhone 15 ou um iPhone 16 no período entre junho de 2024 e março de 2025. A medida visa encerrar as reivindicações de uma grande ação coletiva movida no ano passado.

Os autores da ação afirmaram que a Apple promoveu de forma enganosa capacidades atribuídas ao chamado Apple Intelligence, incluindo melhorias no assistente de voz Siri. Em petição protocolada na semana passada, os advogados dos compradores sustentam que a empresa teria divulgado funcionalidades que não existiam na época do lançamento, não estariam disponíveis atualmente e poderiam levar dois anos ou mais para chegar, se é que viriam a ser implementadas.

Segundo os representantes legais, a campanha publicitária em torno desses recursos de IA teria sido motivada pela necessidade da Apple de se posicionar frente às demais grandes empresas de tecnologia e a novos concorrentes no setor, como OpenAI e Anthropic.

Uma porta-voz da Apple disse que o processo se concentrou “na disponibilidade de dois recursos adicionais” dentro de um conjunto maior de funcionalidades lançadas com a Apple Intelligence, e afirmou que a companhia resolveu a questão para manter o foco na entrega de produtos e serviços inovadores aos usuários.

Os advogados da ação destacaram que o marketing da Apple descreveu o Apple Intelligence como capaz de transformar o Siri de uma interface de voz limitada em um assistente pessoal de IA completo, alegação que, segundo eles, não se concretizou. A petição aponta que o iPhone 16 foi entregue sem o Apple Intelligence e que o recurso Enhanced Siri nunca foi disponibilizado.

O processo traz ainda menções ao contexto de liderança da empresa: Tim Cook, apontado na peça como executivo que deixará o cargo neste ano, tem sido alvo de críticas por suposta falta de inovação em produtos da Apple.

Este texto foi traduzido e revisado por nossos jornalistas com o auxílio de inteligência artificial, como parte de um projeto piloto.

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.