TRANSMISSÃO: Record | TV Brasil
O ítalo-americano Paolo Zampolli, enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter proposto que a seleção da Itália ocupe a vaga do Irã na Copa do Mundo de 2026. A declaração foi compartilhada por Zampolli nas redes sociais nesta quinta-feira (23), acompanhada de entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera.
Zampolli, nascido em Milão e residente nos Estados Unidos desde a década de 1990, afirmou em seu perfil no Instagram que se tratava de “Notícia real”. Segundo reportagem, a sugestão teria sido dirigida ao presidente da Fifa, Gianni Infantino.
Na quarta-feira (22), em entrevista ao jornal norte-americano Financial Times, Zampolli disse que seria um “sonho” ver a Itália disputar o Mundial realizado em conjunto pelos Estados Unidos, México e Canadá. Ele também apontou os quatro títulos mundiais da Azzurra (1934, 1938, 1982 e 2006) como justificativa para uma eventual inclusão no torneio.
A Itália não se classificou para a Copa pela terceira edição seguida, após perder nos pênaltis para a Bósnia e Herzegovina na repescagem das eliminatórias europeias. Procurada pela Agência Brasil, a Fifa informou não ter se manifestado sobre a sugestão.
A proposta de Zampolli provocou reação negativa entre autoridades italianas. Em Roma, o ministro do Esporte e da Juventude, Andrea Abodi, descreveu a declaração como “inoportuna” durante um evento realizado nesta quinta. Também na capital, o presidente do Comitê Olímpico da Itália, Luciano Buonfiglio, afirmou que seria uma “ofensa” à seleção italiana participar do Mundial dessa forma, defendendo que a vaga deveria ser conquistada em campo.
A participação do Irã no torneio chegou a ser colocada em dúvida devido ao conflito com os Estados Unidos. A seleção iraniana tem os três jogos da fase de grupos programados para solo norte-americano: estreia em 15 de junho contra a Nova Zelândia, em Los Angeles; enfrenta a Bélgica em 21 de junho, também em Los Angeles; e joga contra o Egito em 27 de junho, em Seattle. O México chegou a oferecer-se para receber as partidas do Irã, em vez dos Estados Unidos, proposta que não foi aceita pela Fifa, que se declarou otimista sobre a participação iraniana nos locais definidos no sorteio de dezembro.
Segundo o Corriere della Sera, a iniciativa de Zampolli teria também motivações políticas, buscando reaproximar Trump do eleitorado ítalo-americano após episódios envolvendo críticas ao Papa Leão XIV e restabelecer relações com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afetadas pelo contexto da guerra.
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