iCloud foi chave para investigação que levou à prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo

William Kevim
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Uma operação da Polícia Federal, divulgada na quarta-feira (15 de abril de 2026), prendeu os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo após cruzamentos de dados obtidos em arquivos armazenados no iCloud do contador Rodrigo de Paula Morgado. Segundo investigadores, o material recuperado da nuvem permitiu localizar e relacionar movimentações financeiras e documentos que embasaram a investigação de uma organização suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão.

O ponto de partida da apuração foi a análise de backups e arquivos sincronizados na conta iCloud do contador, obtidos em operação anterior. A partir desses dados, a Polícia Federal encontrou extratos bancários, comprovantes, conversas, registros societários, contratos, procurações e outros documentos financeiros que, na prática, formaram um mapa das conexões entre operadores financeiros, empresas de fachada, influenciadores e artistas.

Especialistas ouvidos no material explicam que o iCloud, serviço de armazenamento em nuvem da Apple, guarda fotos, vídeos, senhas, notas, e documentos diversos e sincroniza automaticamente conteúdo entre iPhone, iPad e Mac a partir de uma única Conta Apple. José Adorno, especialista em tecnologia e no ecossistema da Apple, afirmou que o serviço registra metadados como data de criação e última modificação de arquivos, o que facilita traçar rotinas e sequências de atividades do usuário.

Adorno ressalta que o iCloud utiliza criptografia e é acessado pela Conta Apple, mas que, mediante ordem judicial, a Apple pode fornecer dados às autoridades. Ele observou também que existe uma camada adicional chamada Proteção de Dados Avançados, que impede mesmo a empresa de acessar determinados conteúdos se ativada; entretanto, nem todos os tipos de dados são cobertos por essa proteção, como e-mails, contatos e calendário.

O relatório técnico da investigação destaca ainda que, quando um arquivo é apagado em um dispositivo sincronizado com o iCloud, ele é removido de todos os aparelhos ligados à mesma conta e da própria nuvem, embora fotos e vídeos possam permanecer na lixeira por até 30 dias antes da exclusão definitiva.

A Justiça autorizou apreensões adicionais de dados armazenados em nuvem, incluindo iCloud e Google Drive, além de celulares, discos rígidos, notebooks e outros dispositivos, com acesso imediato ao conteúdo durante as buscas, segundo os autos da operação.

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.