As negociações diretas entre Estados Unidos e Irã entraram em uma “fase técnica” e devem se estender durante toda a noite em Islamabad, no Paquistão, informou a agência Lusa. Autoridades de ambos os países permanecem reunidas para acertar os detalhes finais de um possível acordo.
Representantes das delegações norte-americana e iraniana estão concentrados em pontos práticos e jurídicos das propostas, segundo relatos das agências que acompanham as conversas. As equipes estão instaladas em um hotel em Islamabad desde a manhã de sábado, 11, e seguem em tratativas para tentar consolidar avanços.
Principais divergências
De acordo com a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, a principal discordância continua sendo a situação do Estreito de Ormuz. A passagem, por onde circula cerca de 20% da produção mundial de petróleo, está bloqueada pelos iranianos no momento. Washington exige a reabertura da região, enquanto Teerã coloca condições para alterações nas regras de trânsito.
Além da questão do estreito, o Irã reivindica o desbloqueio de ativos financeiros do país e pede indenização por ataques atribuídos a forças norte-americanas e israelenses. Fontes iranianas citadas pela Tasnim afirmam que as demandas apresentadas pelos enviados dos Estados Unidos foram consideradas “excessivas” pelos representantes iranianos.
Até o momento, o governo dos Estados Unidos não se manifestou publicamente sobre as informações relativas ao avanço das negociações ou sobre as avaliações feitas pela delegação iraniana.
Contexto e cronologia
As negociações ocorrem após o anúncio, na terça-feira, 7, do decreto de cessar-fogo pelo presidente Donald Trump, medida tomada para viabilizar um ambiente propício à busca de um acordo entre as partes. Fontes de imprensa que cobrem o processo mencionam que as conversas visam sobretudo selar entendimentos práticos que possam manter a trégua e resolver impasses específicos.
As negociações seguem em andamento em Islamabad, com equipes técnicas de ambos os lados debatendo cláusulas e garantias que possam sustentar um eventual acordo de paz.
Com informações de Agência Brasil
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