OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, divulgou em abril de 2026 um relatório no qual defende que o avanço da inteligência artificial seja usado para ampliar o bem-estar público, e não apenas para aumentar lucros corporativos. O documento, intitulado “Política Industrial para a Era da Inteligência”, aborda impactos no mercado de trabalho e apresenta propostas para mitigar efeitos negativos.
Segundo o relatório, embora surjam novas formas de trabalho com a adoção de sistemas automatizados, “alguns empregos desaparecerão” e setores inteiros poderão ser transformados a um ritmo sem precedentes históricos. Diante desse cenário, a OpenAI sugere políticas que redistribuam os benefícios econômicos gerados pela tecnologia.
Uma das recomendações centrais é a redução da jornada de trabalho sem corte de salário, por meio de incentivos a testes de semanas de quatro dias, com 32 horas semanais, mantendo os níveis de produção e serviço. A empresa afirma que o tempo liberado pela automação de tarefas repetitivas e administrativas deveria ser convertido em folgas ou em uma jornada menor para os trabalhadores.
Além da alteração da carga horária, o texto propõe medidas de proteção social, como o aumento de contribuições previdenciárias e a oferta de apoio para cuidados com crianças e idosos. A OpenAI também defende que os funcionários tenham participação formal nos processos de adoção da IA nas empresas, para ajudar a determinar usos da tecnologia que reduzam tarefas perigosas ou exaustivas, em vez de priorizar apenas ganhos de produtividade ou ampliar práticas de vigilância.
Outra sugestão presente no relatório é a criação de um fundo destinado a redistribuir parte dos ganhos econômicos decorrentes da IA à população, independentemente da renda dos beneficiários. A OpenAI argumenta ainda que a inteligência artificial deve ser tratada como infraestrutura essencial, comparável à eletricidade e à internet, e propõe a disponibilização de versões acessíveis da tecnologia a pequenos negócios e a comunidades de baixa renda.
O documento, portanto, combina recomendações trabalhistas, sociais e de governança para lidar com as mudanças que a automação pode provocar no mercado de trabalho e na economia em geral.
Com informações de G1
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