TRANSMISSÃO: Record
A SpaceX está coordenando um consórcio de pelo menos 21 bancos para sua esperada oferta pública inicial, segundo fontes com conhecimento do assunto, que falaram na terça-feira (31) sob condição de anonimato. A operação, internamente chamada de Projeto Apex, deve ser uma das estreias mais observadas em Wall Street e está prevista para ocorrer em junho.
Fontes disseram que a listagem pode avaliar a fabricante de foguetes controlada por Elon Musk em US$ 1,75 trilhão. Morgan Stanley, Goldman Sachs, JPMorgan Chase, Bank of America e Citigroup foram apontados como coordenadores principais da oferta, responsáveis por liderar a colocação entre investidores.
Além desses cinco bancos líderes, outras 16 instituições participam com papéis menores no processo. A lista adicional inclui Allen & Co, Barclays, BTG Pactual (do Brasil), Deutsche Bank, ING Groep (Holanda), Macquarie, Mizuho, Needham & Co, Raymond James, Royal Bank of Canada, Société Générale, Banco Santander, Stifel, UBS, Wells Fargo e William Blair.
Segundo relatos, o conjunto de instituições atuará junto a investidores institucionais, clientes de alta renda e ao varejo, além de operar em diferentes regiões geográficas, estratégia comum em ofertas deste porte. As fontes também observaram que o arranjo ainda pode sofrer modificações e que outros bancos eventualmente poderão ser incluídos.
A SpaceX, cuja sede fica no Texas, não respondeu de imediato a pedidos de comentário. Entre os bancos mencionados, Bank of America, Barclays, Deutsche Bank, Goldman Sachs, JPMorgan, Mizuho, Santander e Wells Fargo declararam não desejar comentar, enquanto os demais também não retornaram solicitações de posicionamento.
Nos últimos anos, grandes consórcios de subscrição tornaram-se frequentes em listagens de grande valor. Como comparação, a fabricante de chips ARM Holdings trabalhou com cerca de 30 bancos em sua oferta de 2023, e o Alibaba Group montou um grupo de tamanho semelhante para sua estreia recorde em 2014.
O processo permanece privado por enquanto, e as fontes acompanharão os desdobramentos nas próximas semanas até a eventual abertura do capital em junho.
Com informações de G1
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