O Departamento de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil de Sergipe confiscou, na tarde de quarta-feira, 25, diversos frascos e ampolas usados na produção de “canetas emagrecedoras” que eram comercializadas de forma clandestina em uma loja de aparelhos celulares situada na Rua São Cristóvão, no centro de Aracaju.
A operação foi desencadeada após denúncia anônima apontando que o estabelecimento vinha oferecendo medicamentos destinados ao emagrecimento sem qualquer autorização sanitária. Durante a fiscalização, os agentes localizaram tirzepatida, princípio ativo indicado para o controle de diabetes e perda de peso, além de outro composto que permanece proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo os policiais, nenhum dos itens possuía registro ou licença de venda emitidos pelos órgãos reguladores competentes.
O diretor do Denarc, delegado Ataíde Alves, informou que os produtos eram anunciados como solução rápida para perda de peso e expostos no interior da loja junto aos acessórios de telefonia. “A comercialização desses medicamentos sem prescrição e sem controle põe em risco a saúde dos consumidores”, declarou o delegado, destacando que a tirzepatida deve ser administrada somente sob orientação médica e dentro de parâmetros regulatórios.
No local, os investigadores também apreenderam etiquetas, seringas e embalagens que seriam utilizadas para fracionar e rotular as substâncias. Todo o material foi encaminhado para perícia, que deverá confirmar a concentração dos princípios ativos e a possível presença de adulterantes.
O responsável pelos produtos foi identificado ainda durante a ação e foi intimado a comparecer à unidade policial para prestar depoimento. Ele poderá responder por crime contra a saúde pública e por exercicio ilegal de atividade farmacêutica. As investigações seguem para rastrear a origem dos insumos e verificar se existe uma rede maior de distribuição envolvendo outros pontos de venda dentro ou fora do estado.
De acordo com o Denarc, a população pode colaborar com as apurações por meio do Disque-Denúncia (181), serviço que garante sigilo absoluto ao denunciante.
Com informações de Infonet
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