Até 19 de abril, o público que circula pelo Shopping Jardins, em Aracaju, encontra no corredor da loja Kalunga um espaço dedicado ao artesanato produzido na zona rural de Ribeirópolis. O Quiosque Social, ação do Instituto JCPM de Compromisso Social, recebe a Fundação Pedro Paes Mendonça e apresenta peças criadas por moradoras da comunidade Serra do Machado.
A iniciativa leva ao centro de compras uma variedade de itens confeccionados manualmente, como crochês, bordados, patchwork, roupas infantis, sapatinhos, laços, tiaras, bolsas, bonecas de pano, panos de prato com aplicações e biscoitos petit four. Cada produto é feito nas residências das artesãs, o que reforça o trabalho coletivo e a geração de renda local.
Economia criativa e protagonismo feminino
O grupo participante é formado exclusivamente por mulheres que adotaram o artesanato como fonte de autonomia financeira. Elas integram o movimento “Serra do Machado Feita à Mão”, criado em 2022 pela Fundação Pedro Paes Mendonça. Desde então, o projeto movimentou mais de R$ 560 mil em vendas e beneficiou diretamente mais de 40 pessoas, consolidando-se como ferramenta de transformação social no agreste sergipano.
Com 37 anos de atuação, a Fundação Pedro Paes Mendonça desenvolve iniciativas nas áreas de educação, saúde, cultura e cidadania, atendendo cerca de duas mil pessoas em comunidades rurais de Ribeirópolis. Ao ocupar o Quiosque Social no Shopping Jardins, a instituição amplia a visibilidade do seu trabalho e aproxima consumidores da capital das ações que realiza no interior.
Vitrine rotativa para o terceiro setor
Instalado no Shopping Jardins, o Quiosque Social funciona como espaço gratuito para organizações da sociedade civil apresentarem projetos e comercializarem produtos. A utilização é rotativa, de modo que a cada mês novas entidades ocupam o local e ganham oportunidade de divulgar suas ações a um público diversificado.
Os visitantes interessados em contribuir com o desenvolvimento da Serra do Machado podem adquirir, no próprio quiosque, os artigos feitos à mão pelas artesãs. Além de levar para casa produtos carregados de identidade cultural, quem compra ajuda a fortalecer o empreendedorismo feminino e a economia de uma comunidade do interior sergipano.
Com informações de Infonet
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