Epic Games anuncia demissão de mais de 1.000 funcionários após queda de engajamento em Fortnite

William Kevim
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A Epic Games comunicou nesta terça-feira (24) que irá dispensar mais de 1.000 colaboradores em todo o mundo. O corte, segundo a companhia, é consequência direta da redução no engajamento do jogo de tiro on-line Fortnite, principal fonte de receita do estúdio fundado em 1991.

Em e-mail encaminhado aos funcionários, o presidente-executivo Tim Sweeney afirmou que a desenvolvedora “está gastando muito mais do que arrecada” e que medidas drásticas são necessárias para garantir a continuidade do negócio. Além das demissões, a empresa projeta economizar cerca de US$ 500 milhões com a diminuição de contratos terceirizados, ajustes em marketing e a eliminação de vagas que estavam abertas.

Segunda rodada de cortes em três anos

Esta é a segunda reestruturação ampla realizada pela Epic em curto espaço de tempo. Em setembro de 2023, aproximadamente 830 postos — o equivalente a 16% do quadro — já haviam sido eliminados para melhorar os índices de lucratividade. O comunicado desta terça não esclareceu qual percentual da força de trabalho será afetado agora.

Sweeney frisou que as dispensas “não têm relação com inteligência artificial”, tecnologia que vem gerando apreensão entre profissionais do setor por temores de substituição de mão de obra. O executivo descreveu a conjuntura atual como “a mais extrema” enfrentada pelo estúdio desde seus primeiros anos de operação.

Pressão sobre os jogos como serviço

Nos últimos anos, títulos de serviço ao vivo — formato em que Fortnite se encaixa — sustentaram números robustos mesmo durante a desaceleração econômica pós-pandemia. Entretanto, manter a base de usuários demanda atualizações constantes e cada vez mais custosas. “Temos enfrentado desafios para preservar a magia do Fortnite de forma consistente”, reconheceu Sweeney.

No mês passado, o jogo liderou o ranking de usuários ativos mensais em consoles PlayStation e Xbox nos Estados Unidos, segundo a consultoria Circana. Apesar disso, o tempo médio de sessão apresentou queda acentuada, sinalizando perda de engajamento.

Outras medidas de contenção

No início de março, a Epic reajustou para cima o preço da moeda virtual vendida em Fortnite, alegando custos operacionais mais elevados. O aumento antecedeu os cortes divulgados agora.

A conjuntura difícil não é exclusiva da Epic. A Electronic Arts encerrou recentemente um projeto da franquia Titanfall e dispensou centenas de profissionais, enquanto a Amazon incluiu sua divisão de jogos na rodada de demissões anunciada no fim do ano passado. Adicionalmente, o encarecimento de chips de memória, impulsionado pela demanda de data centers dedicados a inteligência artificial, pressiona os custos de produção de consoles e levou fabricantes a repassar parte dessa alta ao consumidor.

A Epic não informou quando as dispensas serão finalizadas nem detalhou quais departamentos serão mais afetados. A empresa segue avaliando novas economias para equilibrar despesas e receitas nos próximos trimestres.

Com informações de G1

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.