Auditores fiscais de Sergipe decidem por greve sem prazo de encerramento a partir de 24 de março

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Auditoras e auditores fiscais vinculados à Secretaria de Estado da Fazenda de Sergipe (Sefaz) aprovaram, em assembleia híbrida realizada na segunda-feira, 23 de março, a deflagração de uma greve por tempo indeterminado. A paralisação começa nesta terça-feira, 24, com um ato público em frente à Assembleia Legislativa de Sergipe, às 8h30 (horário de Brasília, UTC-3). A mobilização será transmitida pela Record.

De acordo com informações do Sindicato do Fisco de Sergipe (Sindifisco), a greve atingirá todos os ambientes de trabalho da categoria. Na sede da Sefaz e nos Centros de Atendimento ao Cidadão (Ceacs), as atividades serão interrompidas a partir das 7h. Já nos postos fiscais, a suspensão do serviço ocorrerá na troca de turno, programada para as 9h. Os Comandos Fiscais também aderem ao movimento.

Motivação da paralisação

O Sindifisco afirma que a principal motivação para o movimento é a proposta salarial apresentada recentemente pelo Governo do Estado, considerada insuficiente pela categoria por não cobrir sequer a inflação do período. Segundo a entidade, a reivindicação foi protocolada há aproximadamente seis meses, mas somente na semana passada houve reunião com o governador.

O presidente do sindicato, José Antônio, relatou que o Poder Executivo ofereceu um reajuste linear em torno de 4%. “As perdas acumuladas apenas na gestão atual somam 7,35%. A insatisfação é grande porque a Sefaz divulga recordes de arrecadação, mas a proposta não reflete essa realidade”, declarou.

Pontos da pauta

A pauta de reivindicações se concentra na recomposição do poder de compra e na valorização da carreira de auditor fiscal. Entre os itens elencados estão:

  • Recomposição salarial para 2026 conforme previsto na Constituição Federal;
  • Incorporação de gratificações ao vencimento básico;
  • Restituição do Bônus de Atividade Produtividade (BAP) a aposentados e pensionistas;
  • Revisão do auxílio-saúde;
  • Ajuste remuneratório do último nível da carreira.

A aprovação da greve ocorreu com ampla maioria entre os presentes na assembleia. O sindicato não informou quantitativo de adesões, mas afirmou que manterá a categoria mobilizada até que o governo apresente proposta considerada satisfatória.

Durante o período de paralisação, apenas serviços considerados essenciais poderão ser mantidos, a critério de deliberação interna da categoria. O Sindifisco não divulgou cronograma de novas assembleias, mas sinalizou que seguirá aberto ao diálogo caso haja avanço nas negociações salariais.

Com informações de Infonet

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