São Paulo – O empresário ucraniano-americano Leonid Radvinsky, que morreu nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, transformou o OnlyFans de um serviço de nicho em um gigante que movimenta bilhões de dólares e influenciou o modelo de negócios de outras redes sociais.
Compra decisiva em 2018
Fundado em 2016 pelo britânico Tim Stokely, o OnlyFans ainda buscava identidade quando Radvinsky adquiriu participação majoritária em 2018. Com longa experiência no mercado de pornografia on-line, ele reposicionou a plataforma para acolher criadores de conteúdo adulto, segmento que logo passou a concentrar a maior parte dos assinantes.
Pandemia acelera expansão
O crescimento explosivo ocorreu durante a crise sanitária de 2020. Enquanto milhões de pessoas procuravam novas fontes de renda em casa, a base de usuários dispostos a pagar por conteúdo exclusivo também disparou. Em 2019, documentos da companhia apontavam 13 milhões de contas de fãs e 348 mil perfis de influenciadores. Ao fim de 2020, esses números saltaram para 82 milhões de usuários e 1,6 milhão de criadores.
Celebridades ampliam visibilidade
A adesão de nomes como a rapper Cardi B e a atriz Bella Thorne, que publicam bastidores de clipes e projetos sem recorrer a nudez, ampliou o alcance da marca. A plataforma retém 20% do valor das assinaturas e repassa 80% aos criadores, percentual considerado mais vantajoso do que o praticado por concorrentes.
Efeito dominó no mercado
O sistema de monetização direta influenciou outras empresas. Instagram e X, por exemplo, lançaram recursos que permitem a cobrança por conteúdo exclusivo, buscando replicar o sucesso do modelo estabelecido pelo OnlyFans sob a gestão de Radvinsky.
Números recordes em 2024
Dados submetidos pela companhia a reguladores britânicos indicam que, no encerramento de 2024, o OnlyFans contabilizava 377 milhões de contas de fãs e 4,6 milhões de criadores. As assinaturas movimentaram US$ 7,2 bilhões; após o repasse aos produtores de conteúdo, o faturamento líquido da empresa atingiu US$ 1,4 bilhão.
Ao longo de apenas seis anos, Leonid Radvinsky conduziu a plataforma de uma operação modesta a uma potência global que alterou o ecossistema de redes sociais e consolidou seu nome na lista de bilionários da revista Forbes.
Com informações de G1
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