A empresária baiana Flávia Barros, de 38 anos, foi assassinada na madrugada de domingo, 22 de março, em um hotel localizado no bairro Atalaia, zona sul de Aracaju (SE). O principal suspeito é o companheiro da vítima, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, 42, policial penal e diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, na Bahia.
Quem era Flávia Barros
Moradora de Paulo Afonso, Flávia comandava uma empresa de soluções financeiras especializada em negociação e quitação de dívidas. Paralelamente, cursava o quarto período de Direito no Centro Universitário UniRios. A instituição divulgou nota de pesar e destacou que o crime reforça a urgência do combate à violência de gênero.
Bastante ativa nas redes sociais, a empresária costumava publicar registros de viagens, rotina de exercícios e conteúdos ligados ao negócio que administrava. Em 15 de março, poucos dias antes do crime, ela comemorou seu aniversário em uma postagem que reuniu amigos e familiares.
Como ocorreu o feminicídio
De acordo com equipes da Polícia Militar de Sergipe, os agentes foram acionados por volta das 2h de domingo. Ao chegarem ao hotel, encontraram a porta do quarto arrombada. Dentro do cômodo havia um casal caído sobre a cama, ambos feridos por disparos de arma de fogo.
Flávia já estava sem vida. Tiago, com sinais vitais, foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), onde deu entrada na ala vermelha. A suspeita inicial é de tentativa de suicídio após o crime.
Velório e sepultamento
O corpo da empresária foi velado na manhã de segunda-feira, 23, em Paulo Afonso. Em seguida, familiares transportaram o caixão para Canindé de São Francisco (SE), local de origem da família, onde ocorreu o sepultamento.
Investigação
A Polícia Civil de Sergipe abriu inquérito para apurar as circunstâncias do feminicídio. O andamento do caso deverá contar com depoimentos de funcionários do hotel, análise de imagens de câmeras internas e perícia balística. Até a publicação desta matéria, não havia informação oficial sobre o estado de saúde atualizado do suspeito ou eventual pedido de prisão preventiva.
Flávia Barros torna-se mais uma vítima de feminicídio no Brasil, crime que, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, segue em crescimento no país e reforça a necessidade de políticas de proteção às mulheres.
Com informações de Infonet
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