Transmissão: Globo
Os recém-chegados Motorola Signature e Samsung Galaxy S26 Ultra começaram a ser vendidos no Brasil em março e já disputam a preferência entre os smartphones mais avançados disponíveis no país. Ambos rodam Android 16, prometem sete anos de atualizações e apostam em recursos de inteligência artificial, mas apresentam diferenças marcantes em design, bateria, desempenho gráfico, câmeras e preço.
Preços e versões
O Moto Signature chega com armazenamento de 512 GB e preço de cerca de R$ 9.000 em lojas on-line. Já o Galaxy S26 Ultra parte de R$ 11.500 na edição de 256 GB e alcança R$ 13.800 no modelo de 1 TB.
Construção e dimensões
A Motorola adotou acabamento em alumínio com textura que lembra tecido, disponível em verde-oliva ou preto. O aparelho mede 162,1 × 76,4 × 7 mm e pesa 186 g. A Samsung optou por estrutura também em alumínio, nas cores violeta, azul, preta, branca, prata e dourada; são 163,6 × 78,1 × 7,9 mm e 214 g. Em comum, os dois exibem linhas elegantes, porém o S26 Ultra é mais robusto.
Tela e privacidade
O Signature traz painel com taxa de atualização de 165 Hz. O S26 Ultra trabalha em 120 Hz, mas oferece um recurso exclusivo de privacidade que restringe a visualização da tela em ângulos laterais, podendo ocultar apenas as notificações se o usuário preferir.
Processador e desempenho
Ambas as fabricantes empregam o chipset Snapdragon 8 Elite Gen 5 de 3 nm. Testes realizados pelo Guia de Compras da Globo com aplicativos PC Mark, 3D Mark e GeekBench 6 indicaram performance semelhante em rotinas diárias, com leve vantagem para o Galaxy nas medições gerais e ganho de 29% nos testes gráficos voltados a jogos e reprodução de vídeo.
Bateria e recarga
As estratégias são distintas. O Galaxy S26 Ultra utiliza bateria de íons de lítio de 5.000 mAh e resistiu a mais de 16 horas longe da tomada. O Moto Signature adotou a tecnologia silício-carbono, alcançando 5.200 mAh e 14 horas de uso, mesmo sendo mais fino. O Motorola inclui carregador de 125 W na caixa; em teste informal, recuperou 86 % de carga (de 14 % a 100 %) em 47 minutos, porém aquecendo perceptivelmente. O Samsung vem com carregador de 25 W e requer acessório de 60 W, vendido separadamente por cerca de R$ 320, para atingir potência máxima.
Câmeras
O Galaxy S26 Ultra agrupa quatro sensores traseiros: principal de 200 MP, teleobjetiva de 10 MP (zoom 3×), periscópio de 50 MP (5×) e ultrawide de 50 MP. O Signature apresenta trio de 50 MP (principal, ultrawide e periscópio). Nas avaliações diurnas, as diferenças de cor e nitidez foram discretas. À noite, o aparelho da Samsung focou pontos específicos com mais precisão, enquanto o Motorola priorizou luminosidade geral. Nas selfies, o sensor frontal de 50 MP do Signature superou o módulo de 12 MP do concorrente. Ambos gravam vídeo com estabilização de horizonte.
Outros destaques
A Motorola integrou o conjunto Moto IA para ajustes fotográficos e edição rápida. A Samsung expandiu o acesso a chatbots, incluindo o Perplexity, diretamente no sistema.
Metodologia dos testes
Os aparelhos foram submetidos a benchmarks de desempenho que simulam navegação, edição de texto e processamento de imagem. Para a autonomia, o brilho da tela ficou fixado em 70 %, a carga inicial em 100 % e a análise foi encerrada ao atingir 20 %. Ambos permaneceram com imprensa especializada apenas durante o período do levantamento e serão devolvidos às fabricantes, garantindo independência editorial.
Com ficha técnica poderosa, telas amplas e câmeras de alto nível, Moto Signature e Galaxy S26 Ultra reforçam a faixa premium do segmento Android, mantendo o preço como principal obstáculo para quem pretende atualizar o smartphone em 2026.
Com informações de G1
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