Veja como meta planeja demissões em massa em meio ao aumento de custos com ia, diz agência

William Kevim
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Foco SE

A Meta Platforms, controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp, estuda uma nova rodada de demissões que pode alcançar ou superar 20% de seus funcionários, revelaram três fontes à agência Reuters.

De acordo com os informantes, os cortes ainda não têm data definida nem percentual fechado, mas já foram discutidos por executivos de alto escalão, que orientaram líderes de área a elaborar planos de redução de pessoal. As conversas ocorrem em meio à escalada dos gastos com infraestrutura de inteligência artificial (IA) e à expectativa de que sistemas assistidos por IA aumentem a produtividade interna.

Pressão por eficiência e histórico de enxugamento

Se confirmada, a medida representará a maior reestruturação desde o chamado “ano da eficiência”, entre o fim de 2022 e o início de 2023, quando a Meta dispensou 11 mil pessoas em novembro de 2022 (aproximadamente 13% da força de trabalho) e anunciou outras 10 mil baixas quatro meses depois. O último relatório anual indica que a companhia mantinha cerca de 79 mil colaboradores em 31 de dezembro.

Questionado, o porta-voz Andy Stone classificou as informações como “especulações sobre abordagens teóricas”.

Foco de Zuckerberg em IA generativa

Nos últimos 12 meses, o presidente-executivo Mark Zuckerberg acelerou a corrida da empresa por soluções de IA generativa. Para atrair pesquisadores de ponta, a Meta tem oferecido pacotes de remuneração que chegam a centenas de milhões de dólares em quatro anos. O grupo também se comprometeu a investir US$ 600 bilhões na construção de data centers até 2028.

As aquisições acompanham o plano de expansão. Nesta semana, a companhia comprou a plataforma de rede social voltada a agentes de IA Moltbook e, segundo a Reuters, prepara a compra da startup chinesa Manus por ao menos US$ 2 bilhões.

Zuckerberg alega que os investimentos já elevam a produtividade. Em janeiro, citou “projetos antes tocados por grandes equipes” que passaram a ser concluídos por “uma única pessoa muito talentosa”.

Turbulências nos modelos Llama

Os aportes chegam após tropeços com o Llama 4 em 2025, quando avaliações externas apontaram divergências entre resultados divulgados e o desempenho real. A Meta suspendeu o lançamento da versão ampliada, chamada Behemoth, previsto para o verão do hemisfério norte, e direcionou esforços para um novo modelo, batizado Avocado, que também não atingiu a performance desejada até o momento.

Movimento em todo o setor de tecnologia

O possível corte acompanha uma tendência mais ampla entre as gigantes norte-americanas. Em janeiro, a Amazon confirmou a eliminação de cerca de 16 mil vagas, quase 10% do efetivo. No mês passado, a fintech Block dispensou quase metade dos empregados; o presidente Jack Dorsey citou o avanço das ferramentas de IA como razão para operar com estruturas menores.

Na avaliação de fontes próximas, a Meta prepara o novo ajuste justamente para equilibrar as despesas bilionárias em IA e acomodar ganhos de eficiência projetados para os próximos anos.

Com informações de G1

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.