O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, na manhã desta sexta-feira (13). De acordo com boletim médico divulgado às 13h35 (horário de Brasília, UTC-3), exames de imagem e laboratoriais confirmaram quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, possivelmente decorrente de aspiração.
Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses no Complexo Penitenciário da Papuda por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, deixou a unidade prisional após apresentar febre alta, queda de saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. A remoção até o hospital foi feita por equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O tratamento prescrito inclui antibioticoterapia intravenosa e suporte clínico não invasivo. O boletim é assinado pelo cardiologista Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.
Autorização de visitas
Pouco depois da divulgação do quadro clínico, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a presença da esposa de Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, como acompanhante na UTI. Também receberam permissão para visitas os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos e Laura, além da enteada Letícia.
A decisão determina que a custódia do ex-presidente seja realizada pelo Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Dois policiais permanecerão permanentemente na porta do quarto, com equipes de apoio posicionadas em áreas internas e externas do hospital.
Por ordem do ministro, computadores, telefones celulares e quaisquer dispositivos eletrônicos estão proibidos no espaço de internação, salvo aparelhos médicos indispensáveis.
Repercussão familiar
A informação sobre a internação foi inicialmente publicada em rede social pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e confirmada pela Polícia Militar do Distrito Federal. Após visitar o pai, o parlamentar afirmou a jornalistas que, segundo os médicos, esta é a “pior ocorrência” respiratória enfrentada pelo ex-chefe do Executivo no DF Star, citando grande volume de líquido nos pulmões.
O senador voltou a criticar as condições de encarceramento na chamada “Papudinha” — um prédio do complexo penitenciário — e defendeu que a Justiça converta a pena em prisão domiciliar humanitária, alegando dificuldades para manutenção dos cuidados de saúde dentro do presídio.
Mais cedo, o STF já havia rejeitado, por unanimidade, um pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa de Bolsonaro.
Até o fechamento desta reportagem, não havia previsão oficial de alta hospitalar. O hospital informou que novos boletins serão divulgados conforme evolução do quadro.
Com informações de Agência Brasil
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