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Multidões tomaram as ruas de várias cidades iranianas nesta sexta-feira, 13 de março, para participar da Marcha Internacional do Dia de Al-Quds (Jerusalém), realizada anualmente no último dia do Ramadã. O ato ocorre em meio à guerra que opõe Israel e Estados Unidos ao Irã, cenário que levou o país a registrar novos ataques aéreos durante as manifestações.
Na capital, Teerã, a rede Al Jazeera Arabic relatou uma explosão a poucos metros de um ponto de concentração popular. Israel declarou ter atingido mais de 200 alvos nas regiões oeste e central do território iraniano nas 24 horas que antecederam o protesto. A imprensa estatal informou a morte de uma pessoa atingida por estilhaços de bomba na capital.
Imagens transmitidas pela Press TV mostram colunas de fumaça enquanto manifestantes entoam “Deus é grande”. Bandeiras do Irã e da Palestina, além de cartazes com a foto do novo Líder Supremo, Mojtaba Khamenei, eram erguidas por participantes. De acordo com autoridades, os atos se espalharam por “centenas de cidades e vilarejos”, incluindo centros importantes como Mashhad, Arak, Malayer, Isfahan, Karaj, Kerman e Ahvaz.
O presidente Masoud Pezeshkian, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e o chefe do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani, foram vistos caminhando entre os manifestantes em Teerã. Pelas redes sociais, Pezeshkian conclamou a população a comparecer aos protestos: “O Dia de Quds é uma manifestação de apoio à causa palestina e em defesa dos povos livres do mundo. Convido o querido povo do país a demonstrar mais entusiasmo do que nos últimos dias, participando ativamente no terreno e frustrando os inimigos do Irã”, escreveu.
Segundo o Ministério da Saúde, a atual ofensiva contra o Irã já deixou mais de 1,3 mil mortos e ultrapassa 10 mil feridos em todo o país. Mesmo diante da escalada do conflito, as autoridades reiteraram que a marcha não seria cancelada.
Origem do Dia de Al-Quds
Instituído em 1979 pelo líder da Revolução Islâmica, Ruhollah Khomeini, o Dia Internacional de Al-Quds foi criado para demonstrar solidariedade ao povo palestino. A data é celebrada também em outras nações, sobretudo de maioria muçulmana. Desde então, o Irã se mantém como um dos principais defensores da causa palestina e crítico da política de Israel e dos Estados Unidos no Oriente Médio, apoiando grupos armados como Hamas e Jihad Islâmica — apoio citado por Tel Aviv e Washington como uma das razões para a ofensiva atual.
Com o país ainda sob bombardeios e com o balanço de vítimas em crescimento, os atos desta sexta-feira reforçaram o posicionamento histórico de Teerã em relação à Palestina, ao mesmo tempo em que evidenciaram a tensão interna provocada pela guerra.
Com informações de Agência Brasil
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