A Ferrari optou por não utilizar a controversa asa traseira que gira 180 graus no Grande Prêmio da China de Fórmula 1. O componente, considerado uma das soluções aerodinâmicas mais radicais da temporada, reapareceu nos boxes de Xangai, mas foi abandonado pela equipe logo após a primeira atividade de pista.
O dispositivo foi acoplado a um dos carros da Scuderia durante o único treino livre da etapa, realizado na manhã desta sexta-feira. Minutos depois de a sessão terminar, os engenheiros italianos determinaram que o experimento não prosseguiria. Com isso, a formação de Maranello voltará ao desenho convencional de asa para o restante do fim de semana, que inclui a corrida sprint, a classificação principal e a prova de domingo.
A asa chamara atenção anteriormente por permitir a rotação completa do elemento principal, recurso que teoricamente ampliaria o ganho de velocidade em retas sem comprometer o nível de pressão aerodinâmica em curvas. Ainda assim, a estreia prática havia sido adiada e, quando finalmente ocorreu, durou menos de uma hora de pista.
Apesar do interesse que gerou no paddock, a solução não chegou a ser oficialmente contestada pelos comissários técnicos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) durante a passagem por Xangai. A decisão de remover a peça partiu unicamente da Ferrari, que não divulgou detalhes sobre as conclusões colhidas no curto período de avaliação.
Com o cronograma reduzido do fim de semana — apenas 60 minutos de treino antes de o regime de parque fechado entrar em vigor —, as equipes enfrentam limitações para validar componentes novos. Nesse cenário, a Ferrari preferiu apostar em uma configuração já consolidada, considerada mais segura para buscar pontos na quinta etapa do campeonato mundial.
Os carros vermelhos, portanto, alinharão na China com um pacote aerodinâmico tradicional. A escuderia não deu prazo para retomar os testes da asa rotativa nem confirmou se a solução voltará a aparecer em outras corridas do calendário.
Com informações de Motorsport.uol
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