Aracaju (SE) – A deputada estadual Linda Brasil (PSOL) afirmou que o Governo de Sergipe tenta “criminalizar a luta do magistério”. A declaração foi feita durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) realizada na manhã desta quarta-feira, 11. No plenário, a parlamentar manifestou solidariedade aos profissionais da educação que participam de atos públicos em defesa de suas reivindicações.
Ao usar a tribuna, Linda Brasil argumentou que a postura do Executivo estadual representa uma tentativa de associar manifestações pacíficas a atos ilícitos. Segundo ela, essa conduta ameaça o direito constitucional de livre organização dos trabalhadores da educação. A deputada destacou ainda que mobilizações de professores ocorrem historicamente em todo o país como forma legítima de pressão por melhores condições de trabalho e remuneração, rejeitando qualquer tentativa de enquadrar a categoria em práticas consideradas criminosas.
Durante o pronunciamento, a parlamentar reiterou que o Parlamento sergipano deve funcionar como espaço de diálogo entre governo e servidores. Para Linda Brasil, é papel dos deputados assegurar que os pleitos do magistério sejam ouvidos sem que haja, do Poder Executivo, iniciativas de intimidação ou de judicialização contra dirigentes sindicais ou trabalhadores que participam dos protestos.
Sem citar casos concretos, a deputada cobrou transparência sobre eventuais procedimentos abertos contra integrantes de entidades representativas dos docentes. Ela pediu a intervenção dos colegas de bancada para reforçar a defesa das liberdades civis e do direito de greve, previstos na legislação brasileira. “É preciso garantir que nenhuma professora ou professor seja penalizado unicamente por lutar por seus direitos”, enfatizou.
Linda Brasil concluiu seu discurso reafirmando o compromisso com a educação pública e com a valorização de quem atua nas salas de aula sergipanas. A parlamentar disse que seguirá acompanhando de perto qualquer medida administrativa ou judicial que possa, na sua avaliação, constranger o movimento do magistério.
Até o encerramento da sessão, não houve manifestação oficial do Governo de Sergipe em resposta às críticas feitas pela deputada.
Com informações de Al.se.leg
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