Ferrari reconhece distância para a Mercedes após classificação na Austrália

Rafael Ramos
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A Ferrari deixou a sessão de classificação para o Grande Prêmio da Austrália com a sensação de que ainda não conseguiu extrair todo o seu potencial na atual era da Fórmula 1, prevista para o regulamento de 2026. A avaliação interna é de que a equipe italiana está “muito próxima” das demais concorrentes de ponta, mas segue longe do desempenho obtido pela Mercedes, vista, nas palavras da própria escuderia, como estando “em outro planeta”.

No treino que definiu o grid, realizado em Melbourne, a Mercedes confirmou o favoritismo construído ao longo dos treinos livres. George Russell garantiu a pole position ao estabelecer o melhor tempo da sessão, enquanto seu companheiro de equipe, o também britânico Kimi Antonelli, assegurou a segunda colocação. O domínio das “Flechas de Prata” reforçou a impressão de que o novo pacote técnico do time alemão está um passo à frente da concorrência no início desta fase da categoria.

Entre as demais equipes, quem mais se aproximou dos carros prateados foi a Red Bull. O francês Isack Hadjar registrou o terceiro melhor tempo e largará imediatamente atrás da dupla da Mercedes. Já a Ferrari, representada por Charles Leclerc como o piloto mais rápido do time de Maranello, ficou apenas com o quarto lugar. Segundo integrantes da escuderia, o resultado evidencia que ainda há desempenho a ser desbloqueado no carro vermelho antes de se pensar em disputar poles ou vitórias com regularidade.

Apesar da diferença para a Mercedes, dirigentes e engenheiros ferraristas ressaltam que o equipamento apresenta sinais promissores e que o trabalho de ajustes finos continua intenso. A meta de curto prazo é reduzir a vantagem exibida pela rival alemã, ao mesmo tempo em que se mantém o ritmo competitivo frente a adversários diretos como Red Bull e outras equipes de ponta.

Com Russell e Antonelli monopolizando a primeira fila, Hadjar abrindo a segunda e Leclerc completando o top 4, a expectativa é de uma prova movimentada em que estratégias de corrida e evolução de ritmo podem redefinir posições. Para a Ferrari, cada volta no traçado australiano será uma oportunidade adicional de compreender o comportamento do carro e diminuir a distância que hoje separa o time da Mercedes.





Com informações de Motorsport.uol

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.