Um homem foi preso pela Polícia Civil de Sergipe, suspeito de praticar ameaças, perseguição e abuso sexual contra a própria filha, uma jovem de 19 anos. A captura ocorreu durante a Operação Mulher Segura 2026, ação de âmbito nacional destinada ao enfrentamento da violência contra a mulher.
De acordo com as investigações conduzidas pelo Departamento de Atendimento aos Grupos Vulneráveis (DAGV), a vítima foi criada apenas pela mãe. O contato com o pai foi restabelecido quando ele retomou o relacionamento conjugal e voltou a residir no mesmo endereço da família, após a jovem alcançar a maioridade. Nesse período, o investigado passou a investir sexualmente contra a filha, alegando não manter vínculo afetivo por não ter participado de sua criação.
A jovem relatou que, sob ameaças constantes, foi coagida a manter encontros íntimos com o suspeito. Nessas ocasiões, ele registrou fotos e vídeos, alguns deles sem autorização da vítima. Quando ela decidiu pôr fim às agressões, o homem passou a chantageá-la, utilizando o material gravado e, ainda, declarando que mataria a mãe da jovem e outros parentes caso houvesse denúncia.
Temendo por sua segurança e pela de familiares, a vítima procurou o DAGV e solicitou Medidas Protetivas de Urgência. O pedido foi prontamente deferido pelo Poder Judiciário e executado pelas equipes policiais. O suspeito foi autuado com base na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e responderá por ameaça e perseguição, crimes agravados pelo contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Operação Mulher Segura 2026
O caso integra a Operação Mulher Segura 2026, mobilização que reúne as Polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) e a Coordenadoria Geral de Perícias (COGERP). A força-tarefa, em curso entre 19 de fevereiro e 5 de março, antecede as comemorações do Dia Internacional da Mulher e objetiva garantir respostas rápidas a denúncias de agressão, além de ampliar o acolhimento às vítimas.
A delegada Nalile Castro, coordenadora da operação, destacou que a iniciativa não se limita ao cumprimento de mandados. “A ação tem um viés repressivo, mas também envolve conscientização permanente. É fundamental que as mulheres saibam que não estão sozinhas. A Polícia Civil está preparada para acolher, investigar e agir com rapidez sempre que houver ameaça ou qualquer forma de violência”, afirmou.
O suspeito permanece à disposição da Justiça, enquanto o inquérito segue em tramitação para apurar todos os atos ilícitos relatados.
Com informações de Infonet
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