Aracaju (SE) será palco, nos dias 5 e 6 de março de 2026, da segunda edição do Encontro Nacional das Mulheres da Engenharia, Agronomia e Geociências (ENAME). O evento é promovido pela Federação das Associações das Mulheres na Engenharia, Agronomia e Geociências (Fameag) e pretende ampliar a participação feminina nos setores historicamente dominados por homens.
Protagonismo reforçado
Segundo a presidente da Fameag, a engenheira civil Poliana Krüger, o encontro foi pensado para “fortalecer o protagonismo feminino” e discutir as tendências que impactam as engenharias, a agronomia e as geociências. A programação prevê palestras, painéis, fóruns temáticos e momentos de networking, todos concentrados em dois dias de imersão. As inscrições estão disponíveis na plataforma Sympla.
Números em crescimento
Os dados do Sistema Confea/Crea e Mútua mostram avanço expressivo da presença feminina nas profissões técnicas. Em 2018, as mulheres representavam 11% dos registrados; hoje, passam de 220 mil, equivalendo a 20% do total. Entre profissionais com menos de 30 anos, a proporção sobe para uma em cada três. Já na faixa acima dos 60 anos, o índice é de 12%. Nas universidades, elas respondem por 35% dos formandos nessas áreas.
Origem e expansão da Fameag
A Fameag foi fundada em 2023 a partir da Associação de Mulheres da Engenharia, Agronomia e Geociências de São Paulo (Ameag-SP). A federação congrega mais de 20 associações estaduais, que desenvolvem ações em todas as regiões do País. Para Poliana Krüger, a entidade “nasceu para fortalecer, integrar e dar voz” às profissionais, garantindo maior representatividade e impacto social.
Iniciativas de inclusão
O avanço feminino é atribuído, em parte, a políticas institucionais como o Programa Mulher do Sistema Confea/Crea, criado em 2019 durante a gestão de Joel Krüger no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). O programa incentiva a formação de lideranças femininas e estimula candidaturas a cargos decisórios em empresas e entidades de classe.
Apoio da Mútua
Atualmente presidente da Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea, Joel Krüger mantém o foco na equidade de gênero. Em março de 2025, a Mútua lançou o programa Mútua Mulher para valorizar profissionais e colaboradoras da instituição. Como resultado, em 28 de janeiro de 2026, a entidade conquistou a Certificação Platina do Selo ABNT/Nós por Elas, sendo a primeira organização privada e a primeira do sistema Confea/Crea/Mútua a atingir o nível máximo do reconhecimento. A Mútua figura entre as apoiadoras do 2º ENAME.
Voltado a engenheiras, agrônomas e profissionais das geociências, o encontro em Aracaju também se destina a quem busca atualização em inovação, ampliação de rede de contatos e inspiração para assumir posições de liderança. A expectativa dos organizadores é repetir e ampliar o êxito da primeira edição, realizada em março de 2025 em Vitória (ES).
Com informações de Infonet
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