Mansoureh Khojasteh, esposa do aiatolá Ali Khamenei, não resistiu aos ferimentos sofridos no mesmo bombardeio dos Estados Unidos e de Israel que matou o líder supremo iraniano no sábado, 28 de março. A informação foi confirmada por autoridades de Teerã à agência Reuters, que divulgou a morte da primeira-dama iraniana nesta segunda-feira (2).
A ofensiva conjunta começou na madrugada de sábado. Segundo o presidente norte-americano, Donald Trump, a ação militar tem o objetivo de conter o programa nuclear do Irã. Durante a incursão, mísseis atingiram o complexo onde Khamenei e Mansoureh estavam. O aiatolá morreu no local; a esposa foi ferida gravemente e veio a óbito horas depois, conforme as autoridades iranianas.
Contra-ataque iraniano
Em resposta ao bombardeio, o Irã lançou mísseis contra diversas bases norte-americanas espalhadas pelo Oriente Médio, incluindo alvos em território israelense. O governo de Benjamin Netanyahu declarou ter interceptado todos os projéteis que se dirigiam a Israel.
Sem diálogo, diz Teerã
Nesta segunda, o chefe do Conselho de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, declarou na rede social X que “não haverá negociação com os Estados Unidos”. A manifestação contradiz afirmação feita no domingo por Trump, que disse ver disposição da “nova liderança iraniana” para iniciar conversas.
Larijani acusou o presidente norte-americano de “arrastar toda a região para uma guerra desnecessária”. Horas mais tarde, Trump afirmou a jornalistas que as operações contra o Irã devem se estender por aproximadamente quatro semanas.
Reflexos econômicos e diplomáticos
Os confrontos já repercutem em diferentes frentes. No mercado financeiro, o dólar subiu e o preço do barril de petróleo disparou logo após o anúncio da ofensiva. No plano consular, a embaixada brasileira em Teerã informou que, até o momento, nenhum cidadão do Brasil solicitou auxílio para deixar o país.
Apesar da intensificação das hostilidades, não há indícios de retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano, suspensas desde 2025. Analistas internacionais acompanham o desenrolar das ações militares e a possibilidade de novas retaliações nos próximos dias.
A morte de Mansoureh Khojasteh ocorre menos de 48 horas após o falecimento do esposo e agrava a crise política em Teerã, que terá de escolher simultaneamente um novo líder religioso e definir rumos para a relação com Washington e Tel Aviv.
Com informações de Agência Brasil
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