A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou neste sábado, 28 de fevereiro, que não identificou qualquer alteração nos níveis de radiação no Oriente Médio, mesmo depois da escalada de confrontos envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã. O órgão, responsável por supervisionar a segurança nuclear mundial, pediu moderação a todas as partes para evitar riscos adicionais à população da região.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a entidade declarou estar “acompanhando de perto” a situação e mantendo contato permanente com os governos locais. A nota não especifica se instalações nucleares iranianas foram atingidas durante os bombardeios, mas garante que, até o momento, não há evidências de impacto radiológico.
Ofensiva israelense e participação norte-americana
Durante a madrugada deste sábado, forças israelenses lançaram um ataque contra alvos em território iraniano, levando o governo de Tel Aviv a decretar estado de emergência “especial e imediato” em todo o país. A ação teve apoio militar dos Estados Unidos.
O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou “grandes operações de combate” no Irã. Segundo ele, o objetivo é “proteger o povo americano” e “eliminar ameaças iminentes” supostamente oferecidas pelo regime iraniano.
Resposta de Teerã
Em reação, o Irã disparou mísseis contra países árabes do Golfo. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o número de vítimas ou a extensão dos danos provocados pelos projéteis iranianos.
Contexto diplomático
Dois dias antes da ofensiva, em 26 de fevereiro, delegações iranianas e norte-americanas haviam retomado negociações na tentativa de encontrar uma solução diplomática para o impasse sobre o programa nuclear iraniano. Estados Unidos, Israel e outras nações ocidentais afirmam que Teerã busca desenvolver armas atômicas — acusação que o governo iraniano nega.
Apesar dos esforços diplomáticos, a troca de ataques reacendeu preocupações internacionais sobre a segurança de instalações atômicas na região. A AIEA reforçou que continuará monitorando os desenvolvimentos e que qualquer escalada militar perto de complexos nucleares representa “risco inaceitável” para civis.
Autoridades de Japão, Rússia e União Europeia, assim como o governo brasileiro, já expressaram preocupação com o aumento da tensão e pediram que os envolvidos priorizem o diálogo.
Até o fechamento desta edição, não havia indicação de que novas operações militares estivessem em curso, mas a AIEA reiterou que permanece em alerta para qualquer sinal de anomalia radiológica.
Com informações de Agência Brasil
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