Ofensiva de EUA e Israel contra o Irã mata 201 pessoas e fere 747

Robson Alves
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Foco SE

Uma operação militar conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada na madrugada deste sábado (28), resultou em pelo menos 201 mortos e 747 feridos, segundo balanço preliminar divulgado por um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho e reproduzido por veículos internacionais, entre eles a rede árabe Al Jazeera.

A organização humanitária informou que 24 das 31 províncias iranianas sofreram bombardeios, ampliando o alcance dos danos civis e dificultando a mobilização de equipes de resgate. As províncias funcionam como divisões administrativas equivalentes aos estados brasileiros.

Alvo civil no sul do país

A Agência de Notícias da República Islâmica (Irna) detalhou que um dos ataques atingiu uma escola de meninas na cidade de Minab, no sul do Irã. O bombardeio deixou, até o momento, 85 estudantes mortas e outras 60 feridas. Aproximadamente 50 pessoas permaneciam sob os escombros enquanto profissionais de emergência trabalhavam no local.

Contexto e reação internacional

O bombardeio ocorreu dois dias depois de uma rodada de negociações entre Teerã e Washington sobre limites para o programa nuclear iraniano. O governo iraniano alega que a tecnologia nuclear tem fins pacíficos, posição contestada pelos Estados Unidos e, principalmente, por Israel.

Diversos países criticaram a investida. O Brasil divulgou nota de condenação à ação militar, enquanto o secretário-geral da Organização das Nações Unidas apelou por um cessar-fogo imediato no Oriente Médio.

Ao justificar a ofensiva, o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que o objetivo foi “defender cidadãos dos Estados Unidos”. Israel, por sua vez, reforçou a narrativa de que o programa nuclear iraniano representa ameaça direta à sua segurança.

Retaliação iraniana

Em resposta aos bombardeios, Teerã lançou mísseis contra nações do Golfo Pérsico que abrigam bases militares norte-americanas. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, afirmou que o país “tem direito de se defender” diante do que classificou como agressão externa.

Efeitos colaterais

Além do impacto humanitário imediato, a escalada bélica provocou repercussões econômicas e de segurança. O Itamaraty passou a desaconselhar viagens de brasileiros a 11 países da região. Especialistas também apontam possível alta nos preços internacionais do petróleo, enquanto a Agência Internacional de Energia Atômica informou não haver indícios de vazamento radiológico em território iraniano.

Equipes de resgate continuam mobilizadas nas áreas atingidas, e hospitais de múltiplas províncias trabalham em regime de emergência para atender o elevado número de feridos. Não há, até o momento, perspectiva de cessar-fogo, embora pressões diplomáticas sigam crescendo.

Com informações de Agência Brasil

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.