Londres (Reino Unido) – Após conquistar o título de construtores em 2025, a McLaren pretende adotar uma postura de “contra-ataque” na temporada de 2026 da Fórmula 1. A orientação foi detalhada pelo chefe de equipe Andrea Stella, que defende uma atuação mais reativa do que dominadora na próxima fase da categoria.
O dirigente ressaltou que a formação de Woking não encara a nova era técnica como um cenário favorável por antecipação, mesmo vindo de um campeonato vitorioso. “O melhor carro do grid será, inevitavelmente, o adversário”, resumiu Stella, reforçando a necessidade de analisar cada movimento dos concorrentes para responder de forma precisa.
Para o italiano, a mudança regulatória prevista para 2026 exige uma análise fria e permanente dos dados. A McLaren, segundo ele, optou por um caminho que privilegia monitorar o desenvolvimento alheio e, somente então, apresentar soluções próprias, evitando apostas agressivas em conceitos ainda incertos. “É fundamental posicionar-se defensivamente até que possamos explorar o contra-ataque onde houver brecha”, completou.
Stella explicou que o método não significa passividade. A equipe continuará investindo em aerodinâmica, atualização de fábrica e simulação, mas com marcos de validação mais curtos. O time pretende introduzir soluções em etapas decisivas do campeonato, maximizando o impacto estratégico de cada pacote técnico.
Embora não tenha detalhado quais áreas receberão prioridade imediata, o chefe reconheceu que o salto dado em 2025 não garante repetição automática de resultados. “O regulamento muda, o nível de desempenho se zera, e todos partem de uma folha em branco”, afirmou, lembrando que rivais diretos também trabalham intensamente nos projetos do novo ciclo.
Dentro dessa lógica, a McLaren foca na redução de riscos. O planejamento considera cenários múltiplos de competitividade, reforçando a importância de testes correlacionados e de sinergia entre fábrica e pista. A meta, segundo Stella, é chegar ao início de 2026 com margens de manobra suficientes para reagir tão logo surjam pontos fracos nos pacotes adversários.
O dirigente concluiu que a abordagem de contra-ataque será acompanhada de comunicação interna constante. “Precisamos manter todos alinhados: pilotos, engenheiros e operacionais. Só assim poderemos aplicar as contramedidas certas no momento oportuno”, disse, enfatizando que a coesão estrutural foi determinante para o título de construtores de 2025 e seguirá como pilar do projeto.
Mesmo campeã, portanto, a McLaren prefere encarar 2026 sem status de favorita, mirando lacunas estratégicas para surpreender concorrentes ao longo do novo campeonato.
Com informações de Motorsport.uol
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