PF realiza operação e apura suposta compra de votos em Divina Pastora

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A Polícia Federal desencadeou na manhã desta quarta-feira, 25, a Operação Voto Livre para apurar um possível esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024 em Divina Pastora, município localizado no interior de Sergipe. A ação consistiu no cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência de um dos investigados.

De acordo com a corporação, a investigação teve início em outubro de 2024, após a Justiça Eleitoral de Sergipe receber uma denúncia formal relatando irregularidades na campanha para a prefeitura. A partir da comunicação, os agentes iniciaram diligências preliminares com o objetivo de confirmar ou descartar indícios de crime eleitoral.

No período de apuração, os policiais reuniram diferentes tipos de evidências, incluindo registros de conversas obtidas em aplicativos de mensagens. Segundo a PF, esses diálogos sugerem que ao menos um suspeito teria intermediado a compra de votos em favor de um candidato ao cargo de prefeito durante o último pleito.

As mensagens analisadas indicariam negociações envolvendo valores para influenciar a escolha de eleitores. Embora a investigação permaneça sob sigilo, a corporação confirmou que o material coletado foi considerado suficiente para embasar o pedido de busca e apreensão, deferido pelo juízo eleitoral competente.

Na operação deflagrada nesta manhã, equipes da PF apreenderam documentos, aparelhos eletrônicos e mídias de armazenamento que, segundo o inquérito, podem conter novas informações sobre a prática ilícita. Todo o material será submetido a perícia para identificar a extensão das supostas negociações e eventuais envolvidos.

Os nomes dos investigados não foram divulgados, e a Polícia Federal informou que segue trabalhando para esclarecer se houve efetiva vantagem financeira em troca de votos e, ainda, quantas pessoas podem ter participado do esquema. Caso os fatos sejam confirmados, os responsáveis poderão responder por corrupção eleitoral prevista no Código Eleitoral, cuja pena varia de um a quatro anos de reclusão, além de multa.

A PF acrescentou que novas diligências não estão descartadas e que o andamento do inquérito continuará a ser acompanhado pelo Ministério Público Eleitoral. Até o momento, não houve prisões relacionadas ao caso.

Com informações de Infonet

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