Google libera criação de músicas no Gemini a partir de texto ou imagem

William Kevim
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São Paulo – O Google acrescentou, nesta quarta-feira (18), um novo recurso ao Gemini que permite gerar faixas musicais de até 30 segundos por meio de comandos escritos ou de fotos enviadas pelo usuário. A funcionalidade, anunciada como beta para computadores, utiliza o modelo generativo Lyria 3, desenvolvido especificamente para composição musical e agora totalmente integrado ao sistema de inteligência artificial da companhia.

Como funciona a criação das faixas

Para obter uma música, o internauta descreve a ideia em poucas palavras ou envia uma imagem. Em resposta, o Gemini entrega um arquivo sonoro produzido em um dos oito idiomas atualmente suportados: português, inglês, alemão, espanhol, francês, hindi, japonês e coreano. Segundo o Google, a plataforma interpreta temas simples — por exemplo, “um R&B divertido sobre uma meia que encontra seu par” — e transforma o pedido em áudio em questão de segundos.

O Lyria 3 também considera informações compartilhadas em interações anteriores para refinar a composição, caso o usuário permita. Essa capacidade, de acordo com a empresa, amplia a personalização sem exigir repetição de contexto a cada solicitação.

Disponibilidade e limites de uso

Neste primeiro momento, a geração musical está liberada somente no desktop. A inclusão do recurso no aplicativo móvel do Gemini deve ocorrer “nos próximos dias”, informou a companhia. Quem assina os planos Google AI Plus, Pro ou Ultra terá cotas de solicitações mais altas em comparação aos perfis gratuitos.

Marcação imperceptível e verificação de origem

Todas as faixas criadas pela IA recebem o SynthID, marca d’água inaudível que identifica a origem artificial do conteúdo. A mesma tecnologia já é usada pelo Google em imagens geradas por suas ferramentas. Junto com o lançamento, a empresa apresentou um verificador capaz de analisar qualquer áudio enviado ao Gemini e indicar se ele foi produzido por inteligência artificial, contribuindo para rastrear criações automatizadas.

A companhia não divulgou prazos para ampliar a duração das faixas nem detalhes sobre monetização futura, mas afirmou que continuará testando o Lyria 3 em parceria com usuários durante o período beta.

Com informações de G1

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.