Hospital de Cirurgia quita R$ 21 milhões em dívidas trabalhistas de gestões passadas

Rafael Ramos
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O Hospital de Cirurgia (HC), localizado em Aracaju, concluiu o pagamento de todas as pendências trabalhistas deixadas por administrações anteriores à Intervenção Judicial iniciada em novembro de 2018. Ao todo, 803 ex-colaboradores receberam valores que totalizam quase R$ 21 milhões, encerrando um passivo que se arrastava desde 2012.

As dívidas estavam concentradas em dois grandes grupos. O primeiro dizia respeito a uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em razão de demissões em massa realizadas entre 2016 e 2018, período considerado o mais crítico da instituição. O segundo conjunto envolvia processos que tramitavam no Juízo Auxiliar de Execução (JAE) do Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (TRT20). Embora um acordo para esses casos tenha sido firmado antes da intervenção, até 2018 apenas 26 processos haviam sido quitados.

De acordo com a interventora judicial, a enfermeira Márcia Guimarães, a regularização das verbas rescisórias foi uma das prioridades estabelecidas assim que a equipe assumiu a gestão. “Quando chegamos ao hospital, em novembro de 2018, tínhamos consciência da extensão das dívidas, especialmente na área trabalhista. Centenas de profissionais estavam desligados sem receber seus direitos. A Intervenção veio para reorganizar o HC e cumprir a legislação”, afirmou.

Para viabilizar os pagamentos, a administração adotou planejamento financeiro rigoroso e manteve diálogo constante com órgãos de controle e o Judiciário. A última parcela referente ao JAE foi paga em outubro de 2025, concluindo definitivamente o cronograma traçado ainda no início da intervenção.

A quitação também contou com apoio do TRT20. Em reconhecimento a essa parceria, representantes do hospital fizeram nesta semana uma visita de cortesia ao presidente do tribunal, desembargador Josenildo Carvalho. Participaram do encontro a própria interventora, a diretora jurídica do HC, Isadora Cardoso, e a advogada trabalhista Roseline Morais.

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Imagem: Divulgação

Com a regularização das obrigações trabalhistas, a atual gestão afirma que o hospital consolida mais uma etapa do processo de reestruturação administrativa, financeira e assistencial iniciado há quase seis anos. A expectativa é direcionar, a partir de agora, maior volume de recursos às áreas de manutenção, aquisição de equipamentos e ampliação de serviços prestados à população.

Com informações de Jornaldodiase

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.