A deputada estadual Linda Brasil (PSOL) afirmou, na manhã desta quarta-feira (11), que o contrato celebrado pelo Governo de Sergipe com a empresa Iguá deixa de fora mais de 1.200 povoados e comunidades do interior do estado. De acordo com a parlamentar, o documento que regulamenta a prestação de serviços não contempla essas localidades, expondo milhares de moradores à insegurança quanto ao atendimento futuro.
Durante pronunciamento em sessão plenária, Linda Brasil disse ter analisado o contrato e constatado a ausência de previsão de atendimento para esses núcleos populacionais. Segundo ela, o levantamento engloba povoados rurais e comunidades tradicionais que dependem diretamente de serviços públicos para garantir condições mínimas de saúde e bem-estar.
A deputada destacou que, apesar de a concessão envolver investimentos expressivos, não há cláusulas que assegurem o acesso universal às localidades excluídas. “Estamos falando de mais de 1.200 povoados que não aparecem em nenhuma linha do contrato, o que significa, na prática, que essas pessoas continuam invisíveis para o poder público”, alertou.
Linda Brasil solicitou que o Governo do Estado apresente esclarecimentos sobre os critérios utilizados para definir as áreas atendidas. Para a parlamentar, a transparência é fundamental, sobretudo porque o contrato foi firmado com recursos públicos e impacta diretamente a qualidade de vida da população.
Ela também pediu que a Assembleia Legislativa acompanhe a execução do acordo, a fim de garantir que comunidades não contempladas sejam incluídas em futuras revisões contratuais. “É imprescindível que este Parlamento esteja vigilante para que nenhum sergipano fique sem serviço por falhas de planejamento”, completou.
Imagem: Divulgação Ascom
A Iguá ainda não se pronunciou oficialmente sobre a denúncia. Já o Governo do Estado não divulgou, até o momento, informações adicionais sobre possíveis ajustes ou aditivos que ampliem a cobertura.
Com o alerta, a deputada pretende mobilizar outros parlamentares, movimentos sociais e as próprias comunidades afetadas para pressionar o Executivo e a concessionária a reverem o escopo do contrato, garantindo que o atendimento alcance todos os municípios, distritos e povoados sergipanos.
Com informações de Al.se.leg
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