Maranello, 19 de junho de 2024 – A Ferrari iniciou um trabalho interno para reproduzir um dispositivo que, segundo suspeitas do paddock, vem elevando a taxa de compressão dos motores Mercedes e Red Bull na Fórmula 1. A informação foi divulgada pelo jornalista italiano Leo Turrini, tradicional fonte próxima à equipe de Maranello.
Turrini relatou que engenheiros ferraristas já analisam alternativas para incorporar o mesmo artifício em seus futuros propulsores, visando o ciclo de regulamentos previsto para 2027. O jornalista não detalha quais componentes estariam em estudo, mas confirma que o objetivo é mitigar a vantagem competitiva conquistada pelas rivais alemã e austríaca.
Reclamações no paddock
O suposto incremento de compressão promovido por Mercedes e Red Bull motivou manifestações formais de Ferrari, Audi e Honda junto à Federação Internacional de Automobilismo (FIA). As três fabricantes teriam solicitado esclarecimentos técnicos sobre a legalidade do mecanismo, embora nenhum protesto oficial tenha sido registrado até o momento.
Apesar das queixas, o cenário aponta para uma corrida tecnológica nos bastidores. De acordo com Turrini, a Ferrari não pretende aguardar uma eventual intervenção das autoridades esportivas e já deslocou parte de sua equipe de motores para investigar soluções equivalentes. “Estão correndo atrás do tempo perdido”, escreveu o jornalista em seu blog.
Foco na próxima geração de unidades de potência
O esforço mira principalmente o regulamento que entrará em vigor em 2027, quando a Fórmula 1 passará a operar com motores mais eficientes e sustentáveis. Até lá, a escuderia italiana pretende igualar ou superar a eficiência térmica que, segundo comentários de bastidores, vem proporcionando ganhos de desempenho às rivais.
Embora a Ferrari não confirme publicamente o projeto, fontes internas citadas por Turrini indicam que estudos preliminares envolvem mudanças no design da câmara de combustão e na gestão eletrônica do trem de força. A expectativa é que os primeiros protótipos sejam avaliados em dinamômetro ainda em 2025, dando margem para refinamentos antes da homologação final.
Imagem: Divulgação
A Mercedes, questionada sobre o suposto “truque”, não comentou as especulações. A Red Bull também se manteve em silêncio. Já a FIA, responsável por fiscalizar a conformidade técnica das unidades de potência, reforçou que qualquer atualização deve respeitar as diretrizes atuais e futuras do regulamento.
Enquanto o debate se desenrola, a disputa nos bastidores da Fórmula 1 evidencia a importância estratégica dos motores para o sucesso esportivo. A Ferrari, determinada a recuperar terreno, aposta na inovação própria para não depender de eventual revisão regulatória e, assim, manter-se competitiva na próxima era da categoria.
Com informações de Motorsport.uol
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