A deputada estadual Linda Brasil (PSOL) informou, durante a primeira sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), que irá protocolar um pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a prestação de serviços da concessionária Iguá Saneamento no estado.
De acordo com a parlamentar, a iniciativa busca esclarecer três pontos principais: a precarização do abastecimento de água, o aumento da taxa de esgoto e a possibilidade de cobranças indevidas nas contas enviadas aos consumidores sergipanos. Linda Brasil argumenta que, nas últimas semanas, recebeu diversos relatos de moradores que enfrentam dificuldades para ter acesso regular à água e que foram surpreendidos por reajustes que consideram abusivos.
A deputada destacou que a investigação legislativa é necessária para reunir documentos, ouvir especialistas e convocar representantes da empresa, além de órgãos de fiscalização, a fim de determinar eventuais responsabilidades. “Precisamos dar uma resposta à sociedade sobre esses problemas que afetam o cotidiano das pessoas”, afirmou.
Para que a CPI seja instalada, é exigido o apoio de um terço dos parlamentares da Casa. Linda Brasil declarou que já iniciou conversas com colegas de diferentes bancadas, buscando as assinaturas necessárias para viabilizar a comissão. Caso o requerimento alcance o número mínimo, o pedido será levado à Mesa Diretora e poderá ser incluído na pauta de votação.
Na tribuna, a deputada reforçou que os serviços de saneamento básico são essenciais e, portanto, devem obedecer a padrões de qualidade e transparência. Ela acrescentou que eventuais irregularidades no valor das tarifas impactam diretamente famílias de baixa renda, que destinam parte significativa da renda ao pagamento das contas mensais.
Imagem: Divulgação/Ascom
A Iguá Saneamento ainda não se pronunciou publicamente sobre a proposta de CPI. A empresa é responsável pela operação de abastecimento de água e tratamento de esgoto em diferentes municípios sergipanos, mediante contrato firmado com o poder público.
Agora, o andamento da iniciativa dependerá da adesão dos demais deputados e do cronograma interno da Assembleia. Caso a CPI seja instaurada, os trabalhos terão prazo definido pelo Regimento Interno da Alese, podendo resultar em recomendações ao Executivo estadual e aos órgãos de controle.
Com informações de Al.se.leg
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