Um homem investigado pela Superintendência da Polícia Civil permanece foragido após ser apontado como autor de facadas contra uma cadela nas proximidades da Praça da Igreja, no bairro Atalaia Nova, município de Barra dos Coqueiros, região metropolitana de Aracaju.
Relatos encaminhados anonimamente às autoridades dão conta de que moradores presenciaram o momento em que o animal, conhecido na comunidade como Zico, foi atacado. Assim que o agressor deixou o local, populares socorreram a cadela e a levaram com urgência para uma clínica veterinária em Aracaju.
Segundo o diretor do Departamento de Proteção Animal da Barra dos Coqueiros, o médico-veterinário Reinaldo Cirilo, o animal sofreu ferimentos graves no globo ocular esquerdo e no focinho. “Foi realizada uma cirurgia inicial para estancar o sangramento. A previsão é de que ele passe por novo procedimento ainda nesta quinta-feira, quando deve ocorrer a retirada do olho lesionado”, informou.
Cirilo classificou o ataque como um ato de extrema crueldade, ressaltando que o cão é idoso, dócil e bastante conhecido pelos moradores da região.
Buscas integradas pelo suspeito
Após o registro da ocorrência, a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) acionou equipes da Polícia Militar. No local, os agentes confirmaram os fatos e iniciaram diligências com apoio de policiais civis e da Guarda Municipal. O sistema de videomonitoramento da Barra dos Coqueiros também foi mobilizado, mas, até a tarde de ontem, o suspeito não havia sido localizado.
A SSP pede que qualquer informação sobre o paradeiro do investigado seja repassada pelo Disque-Denúncia 181. O anonimato é garantido.
Imagem: Divulgação
Legislação prevê punição
Casos de maus-tratos contra animais são enquadrados no artigo 32 da Lei n.º 9.605/1998, que considera crime “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”. Para cães e gatos, a pena varia de dois a cinco anos de reclusão, multa e proibição da guarda. Nos demais animais, a punição vai de três meses a um ano, além de multa. Se o animal vier a morrer, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.
Enquanto o animal recebe cuidados veterinários, as forças de segurança continuam procurando o autor das facadas para que seja responsabilizado de acordo com a legislação vigente.
Com informações de Jornaldodiase
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