O Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) divulgado ontem pela manhã pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) revela que Itabaiana e Simão Dias apresentam situação de alerta máximo para a presença do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Segundo o estudo, o índice de Itabaiana alcançou 5,1, enquanto Simão Dias registrou 4,3. Pelos critérios adotados pelo Ministério da Saúde, valores superiores a 4,0 configuram alto risco de proliferação do vetor.
Além das duas cidades em nível crítico, 34 municípios sergipanos figuraram na faixa de risco médio, com índices entre 1,0 e 3,9. Outros 37 locais foram classificados como de baixo risco, abaixo de 0,9, e duas prefeituras não realizaram o levantamento. O LIRAa é aplicado ao menos quatro vezes por ano para mapear a quantidade de focos e direcionar ações de controle.
A gerente de Endemias da SES, Sidney Sá, informou que medidas emergenciais já estão em andamento nos municípios mais afetados. Equipes de agentes de saúde intensificam vistorias domiciliares, eliminação de criadouros e atividades educativas. “A queda no número de casos depende do trabalho conjunto entre Estado, municípios e população. A vigilância precisa ser contínua, especialmente nos ambientes onde o mosquito se reproduz”, afirmou.
O levantamento confirma que depósitos de água utilizados no dia a dia, pratos e vasos de plantas, bem como o descarte inadequado de lixo e entulhos, continuam sendo os principais criadouros do inseto. A SES alerta que qualquer recipiente capaz de acumular água pode servir de berçário para o Aedes aegypti, desde grandes reservatórios até pneus abandonados.
No primeiro semestre do ano passado, o Ministério da Saúde contabilizou mais de 1.300 óbitos por dengue em todo o país, reforçando a necessidade de atenção permanente. O objetivo do monitoramento periódico é reduzir a transmissão e evitar complicações clínicas associadas às arboviroses. A Secretaria recomenda que moradores verifiquem, pelo menos uma vez por semana, possíveis pontos de acúmulo de água em suas residências e descartem materiais que possam se tornar criadouros.
Imagem: Divulgação
Com o período chuvoso, a colaboração da população torna-se ainda mais fundamental. A SES orienta a tampar caixas d’água, higienizar calhas, acondicionar o lixo corretamente e manter vasos de plantas sem água parada. A combinação entre ações governamentais e participação comunitária é vista como a principal estratégia para controlar a infestação e proteger a saúde pública.
Com informações de Jornaldodiase
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