Jacob Frey, prefeito de Minneapolis, solicitou neste sábado (17) o apoio da Guarda Nacional de Minnesota ao governador Tim Walz para reforçar o efetivo policial da cidade.
A decisão foi tomada horas depois da morte do enfermeiro norte-americano Alex Pretti, de 37 anos, baleado por um agente de imigração do Departamento de Segurança Interna (DHS) durante protesto na região sul da cidade. O episódio desencadeou novas manifestações e tensionou ainda mais o ambiente urbano.
Atuação concentrada no local do tiro
De acordo com a prefeitura, os militares atuarão principalmente na área próxima à Rua 26 com a Avenida Nicollet, ponto em que o enfermeiro foi atingido. Caso seja necessário, o destacamento poderá ser deslocado para outros bairros. Os integrantes da Guarda usarão coletes refletores neon para se diferenciarem dos demais agentes armados que estão nas ruas e manterão contato direto com policiais de Minneapolis.
O município ressalta que o pedido partiu exclusivamente das autoridades locais, sem envolvimento do governo federal. O Departamento de Polícia de Minneapolis (MPD) também estabeleceu um perímetro temporário de restrição ao tráfego de veículos no entorno do incidente; apenas moradores terão acesso. Materiais passíveis de serem usados como barricadas serão removidos, e focos de incêndio, imediatamente apagados.
Clima político e apelo por protestos pacíficos
No mesmo dia, representantes do Partido Democrata criticaram o que chamam de “terceiro tiroteio” relacionado à presença de agentes federais na cidade. Em nota, afirmaram que a ação de milhares de policiais de imigração sobrecarregou os recursos municipais e colocou vidas em risco. “Pedimos que a administração Trump e a invasão de agentes federais abandonem nossa cidade. Quantas pessoas mais precisam morrer?”, declarou Frey.
O chefe da polícia local, Brian O’Hara, reforçou o apelo por tranquilidade: “Sabemos que há muita raiva, mas pedimos à comunidade que mantenha a calma enquanto esclarecemos os detalhes desta tragédia”. Segundo ele, uma central de comando foi montada e conta com apoio da Patrulha Rodoviária de Minnesota e de corporações da área metropolitana de Minneapolis–Saint Paul para atender a emergências.
Rachel Sayre, diretora de Gestão de Emergências, lembrou que episódios de violência têm efeitos prolongados sobre as famílias. “O pior é o terror que se instala até mesmo em tarefas cotidianas, como ir ao mercado ou levar os filhos à escola. O melhor é a resposta pacífica da comunidade e o cuidado entre vizinhos”, afirmou.
A morte de Pretti elevou o grau de tensão entre autoridades estaduais e federais desde o assassinato de Renee Good, em 7 de janeiro. A situação se agravou ainda mais após a detenção de um morador retirado de casa vestindo bermuda e a prisão de crianças em idade escolar, inclusive um menino de cinco anos.
Enquanto a Guarda Nacional se prepara para patrulhar Minneapolis, o poder municipal insiste para que manifestações continuem pacíficas e para que qualquer denúncia de abuso seja encaminhada às ouvidorias competentes.
Com informações de Agência Brasil
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