Operação Praias Seguras soma mais de 3,6 mil ações preventivas e zera mortes por afogamento em Sergipe

Rafael Ramos
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O Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) contabiliza 3.634 ações de prevenção desde o início da Operação Praias Seguras, em 13 de dezembro. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (data da publicação original) e indica que, até o momento, não houve registro de óbitos por afogamento nas áreas cobertas pelo esquema especial de verão.

Maior presença de guarda-vidas e equipamentos

Para reforçar a segurança de banhistas, o CBMSE ampliou o efetivo de guarda-vidas e disponibilizou motos aquáticas, embarcações, quadriciclos, viaturas de auto salvamento e ambulâncias de atendimento pré-hospitalar. Segundo o comandante do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), tenente-coronel Eanes Alves, o incremento de pessoal e recursos tem permitido rápida resposta a ocorrências e sinalização constante de pontos considerados perigosos.

Locais atendidos

A operação cobre trechos da capital e do litoral sul. Em Aracaju, o monitoramento vai da Coroa do Meio até a Orla Pôr do Sol. No município de Estância, as equipes atuam nas praias do Saco e do Abaís. Durante o período de carnaval, o plano será estendido para outros balneários do interior. O encerramento está previsto para 17 de fevereiro.

Balanço de ocorrências

Até o último fim de semana, 105 atendimentos foram registrados:

  • 43 salvamentos aquáticos;
  • 29 atendimentos pré-hospitalares;
  • 15 casos de crianças perdidas;
  • 12 incidentes com animais marinhos, principalmente caravelas;
  • 6 apoios a outros órgãos, como a Polícia Militar.

Atenção redobrada com crianças

O número de menores afastados dos responsáveis levou o tenente-coronel Eanes a reforçar o pedido de vigilância. Ele recomenda que pais ou responsáveis mantenham distância máxima de um braço das crianças enquanto elas estiverem na água ou na faixa de areia.

Acidentes com caravelas: o que fazer

Em caso de contato com caravelas, a orientação é lavar a área atingida com vinagre ou água do mar para neutralizar a toxina. Não se deve esfregar a pele nem usar água doce, pois isso agrava a irritação. Se parte extensa do corpo, especialmente rosto ou tórax, for atingida, ou se surgirem sintomas como náuseas, vômitos ou dificuldade para respirar, a vítima deve procurar atendimento médico imediato.

Dicas para evitar afogamentos

  • Respeitar a sinalização: bandeira vermelha indica alto risco;
  • Manter-se em locais onde a água não ultrapasse a linha da cintura;
  • Evitar entrar no mar após ingerir bebidas alcoólicas;
  • Crianças sempre sob supervisão direta de um adulto;
  • Não confiar em boias ou infláveis, que podem furar ou afastar o banhista da margem;
  • Não superestimar a própria capacidade de natação.

Em situação de afogamento, a orientação é chamar o guarda-vidas mais próximo, acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 e, se possível, lançar um objeto flutuante à vítima.

Com informações de Infonet

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.